Justiça

Educador investigado por estupro de vulnerável é preso novamente

Em maio ele foi preso após ser flagrado fazendo sexo oral em um adolescente de 13 anos no banheiro da praça

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
02/12/19 às 19h28

Um educador de 27 anos, morador em Penápolis (SP), foi preso na tarde de domingo (1), em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Em maio, este mesmo pedagogo foi preso após ser flagrado fazendo sexo oral em um adolescente de 13 anos no banheiro da praça principal da cidade.

Na ocasião, a Justiça decretou a prisão temporária dele por 30 dias. O celular e o computador dele também foram apreendidos para perícia.

Entretanto, o Hojemais Araçatuba apurou que o mandado de prisão preventiva cumprido no domingo é referente ao outro processo. Nele, o acusado responde por dois crimes.

Um deles é manter relação sexual com menor de 14 anos, crime previsto no artigo 217 do Código Penal, com pena que varia de 8 a 15 anos.

O outro está previsto no artigo 241-B do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que proíbe possuir ou armazenar, por qualquer meio, imagem cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Nesse caso, a pena é de reclusão de 1 a 4 anos e multa.

Banheiro

Na tarde de 22 de maio, o pai do menino de 13 anos flagrou o acusado fazendo sexo oral no filho dele, no banheiro da praça Dr. Carlos Sampaio Filho.

O homem viu a bicicleta do garoto encostada próxima à rampa que dá acesso ao banheiro público e ao procurar filho, surpreendeu o acusado abusando sexualmente do garoto.

Um boletim de ocorrência de estupro de vulnerável foi registrado na manhã seguinte e a Polícia Civil representou pela prisão do acusado.

O mandado de prisão por 30 dias foi expedido pela 3ª Vara do Fórum de Penápolis e cumprido no mesmo dia, tendo o investigado sido localizado na casa dele.

Na ocasião foi informado que havia outro inquérito policial em andamento por denúncia de que o acusado teria abusado sexualmente de outros meninos.

Igreja

Para cumprir o mandado de prisão neste domingo, policiais militares encontraram o investigado em uma igreja.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Penápolis, após a primeira prisão, um processo administrativo foi instaurado para apurar a conduta do pedagogo, que apresentou atestado de licença médica, com validade até 17 de dezembro.

“Segundo orientação da Procuradoria Jurídica do Município, neste período, o processo administrativo se mantém suspenso. Após o julgamento, caso seja considerado culpado pelas acusações, o servidor enfrentará o processo administrativo para sua dispensa do quadro municipal”, informa em nota.

A Prefeitura afirma ainda que o município tem se colocado à disposição da polícia e do Poder Judiciário para colaborar na apuração dos fatos e tem dado respaldo psicológico aos envolvidos e familiares.

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