Justiça

Júri condena homem a 7 anos de prisão por atear fogo na companheira

Jurados acataram na íntegra a denúncia, do Ministério Público, que deverá recorrer pedindo o aumento da pena

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
26/01/22 às 19h02

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 7 anos de prisão, o ajudante Romário dos Santos Cândido, 27 anos, morador no Rosele, por ter jogado combustível e ateado fogo no corpo da companheira dele.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (26) no Fórum da cidade, durou cerca de 5 horas e meia e os jurados acataram na íntegra a denúncia, do Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que pediu a condenação por tentativa de feminicídio qualificado por uso de fogo.

A defesa do réu foi feita pelo advogado Vagner Andrelini, que pediu a desclassificação do crime para lesão corporal culposa e a absolvição do réu, mas não foi atendido.

Crime

Segundo a denúncia, o crime aconteceu na madrugada do dia 1º de janeiro de 2020. Cândido mantinha relacionamento amoroso com uma cabeleireira de 34 anos na época, havia quatro meses.

Após comemorarem juntos a virada do ano, eles voltaram para casa, na rua Judith Marchareth, no bairro Jardim Rosele, acompanhados de um amigo. O réu quis continuar bebendo em um bar, mas a companheira dele foi contra, pois já era 3h.

Fogo

O amigo do casal tentou convencer Cândido a atender o pedido da companheira dele, mas foi ameaçado com uma faca e deixou o local. Na sequência o casal acabou discutindo.

Foi nesse momento que o réu teria ido até o fundo do quintal, onde pegou um galão com um líquido inflamável, provavelmente álcool, despejou o produto sobre o corpo da vítima e ateou fogo usando um isqueiro.

Socorro

Segundo a denúncia, a vítima correu para fora de casa e um vizinho, ao vê-la com o corpo em chamas, a abraçou e rolou no chão com ela, em uma poça d’água. Cândido foi encontrado pela polícia sentado na frente da residência e preso em flagrante.

A cabeleireira teve lesões nas regiões cervical, torácica, abdominal, nos braços e nas pernas, foi levada ao pronto-socorro pelos bombeiros e precisou de atendimento especializado.

Recurso

O réu aguardava julgamento preso e o juiz Danilo Brait, que presidiu o Júri, não concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade. Já a Promotoria de Justiça adiantou que pretende recorrer da decisão, pedindo o aumento da pena.

O promotor entende que não era caso de considerar a confissão do réu, como atenuante, como aconteceu, já que apesar de ele ter assumido o ato, alegou não queria matar a vítima, sob argumento de que teria feito apenas uma brincadeira.

Além disso, ao proferir a sentença o magistrado reduziu a pena pela metade. Devido à gravidade dos ferimentos sofridos pela vítima, que chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Adelmo Pinho entende que a redução deveria ser de um terço.

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