Justiça

Mais 9 réus da Operação Raio-X são condenados pela Justiça de Birigui

Esposa, concunhada e primo de Cleudson estão entre os condenados; as indenizações determinadas pela Justiça somam mais de R$ 5 milhões

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/05/22 às 17h51
Imagem: Ilustração

A Justiça de Birigui (SP) condenou mais nove réus no processo referente à Operação Raio-X, deflagrada em 29 de setembro de 2020 pela Polícia Civil de Araçatuba. Entre os condenados estão a esposa, um primo e uma concunhada do médico anestesista Cleudson Garcia Montali, apontado como líder da organização criminosa e condenado a mais de 200 anos de prisão.

A maior pena, porém, é a de Nilton Pereira de Souza, que era procurador do IDS (Instituto de Desenvolvimento Social), entidade que antecedeu a Irmandade da Santa Casa de Birigui no gerenciamento do pronto-socorro da cidade. Ele foi condenado a 42 anos, 10 meses e 15 dias de prisão e ao pagamento de indenização no valor de R$ 3.627.451,04 aos cofres municipais. 

Em outubro de 2020, o Hojemais Araçatuba publicou matéria informando que apesar de não ser citado nos processos da Raio-X, o IDS teria sido usado para a mesma finalidade. A entidade foi contratada emergencialmente pela Prefeitura em 2016 e substituída em janeiro de 2019 pela Irmandade da Santa Casa de Birigui, alvo da Operação Raio-X.

Mesma entidade

Ao pedir a rescisão do contrato o instituto alegou atraso de aproximadamente R$ 7 milhões nos repasses por parte da Prefeitura. Porém, a investigação apontou que o IDS e Irmandade da Santa Casa de Birigui seriam a mesma instituição, apenas com nomes diferentes.

Além disso, o escritório da Irmandade funcionava no mesmo endereço da antiga sede do IDS, que foi alvo de cumprimento de mandado de busca pela Polícia Civil em fevereiro de 2020. Na ocasião, foi preciso um caminhão para carregar computadores e outros equipamentos de informática apreendidos para perícia.

Irregular

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público referente à Operação Raio-X, consta que a contratação do IDS foi declarada irregular pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), que determinou a devolução dos valores pagos.

O órgão também apontou irregularidades na contratação de Souza como diretor executivo remunerado pelo Poder Público, e em vários contratos superfaturados, celebrados com as empresas controladas pelo grupo investigado.

Ele ainda teria constituído outra empresa para desviar recursos públicos na área da saúde, por meio de contratos de prestação de serviços de consultoria e auditoria com a OSS Santa Casa de Birigui.

Em família

Também foi condenada neste processo desmembrado, a esposa do médico anestesista Cleudson Garcia Montali, Daniela Araújo Garcia, a pena de 5 anos de prisão no regime inicial semiaberto.

A mesma pena foi aplicada ao médico Cleuer Jacob Moretto, que é primo de Cleudson, mora em Penápolis e já havia sido condenado a 7 anos e 6 meses de prisão em processo semelhante na Justiça da cidade. 

Também foi condenada a 5 anos de prisão, Aline Barbosa de Oliveira, que também havia sido condenada a 19 anos e 10 meses de prisão pela Justiça de Penápolis. Ela é concunhada de Cleudson, casada com um irmão da esposa do médico.

Outros réus

Mais quatro réus foram condenados a 10 anos de prisão no regime fechado: Raphael Valle Coca Moralis, Osvaldo Coca Moralis, Daniela Botizzini e Guilherme Aparecido de Jesus Paracatu.

O oitavo condenado é Olavo Silva de Freitas, cuja pena é de 15 anos de prisão também em regime inicial fechado.

Cabe recurso da decisão.

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