Justiça

Manicure é condenada a 9 anos e meio de prisão pelo Tribunal do Júri

Pena foi pela tentativa de homicídio contra a vizinha e por ter incentivado o filho dela a atirar contra a vítima

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
04/05/22 às 17h08

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) acatou a denúncia do Ministério Público e condenou a manicure Alcineide Andrade dos Santos, 38 anos, pela tentativa de assassinato de uma vizinha dela.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (4) no Fórum da cidade e pelo homicídio tentado duplamente qualificado ela foi condenada a 8 anos de prisão em regime fechado. Porém, ela também foi condenada a 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão por corrupção de menor. A ré não poderá recorrer em liberdade.

Conforme informado anteriormente pelo Hojemais Araçatuba , os crimes aconteceram em junho de 2019, no residencial Porto Real 2. Segundo a denúncia, a ré decidiu matar a vizinha por descobrir que ela havia compartilhado o vídeo e um assalto ocorrido em uma joalheria no shopping Praça Nova, em 19 de junho.

O filho de Alcineide, com 15 anos na época, havia participado do roubo e aparecia nas imagens. A ré, que já havia quebrado o celular da vítima após discutir com ela, na manhã de 30 de junho abordou a vizinha quando saída de casa.

Faca

A manicure simulou que queria pedir desculpas, mas ao se aproximar sacou uma faca que trazia escondida nas costas e tentou atacar a vítima. Durante a tentativa de ataque o filho da ré apareceu, armado com um revólver.

A mulher correu para a casa de uma vizinha, foi ferida com um tiro no ombro, mas conseguiu entrar no imóvel e ficou atrás da porta, tentando impedir Alcineide de entrar. Enquanto segurava a porta, o adolescente entrou pela janela e fez novos disparos, mas não a atingiu.

A vítima correu para a cozinha, mas caiu e a manicure mandou o filho dela matá-la. Segundo a denúncia, em seguida, ela tomou a arma da mão do adolescente e atirou, mas a munição picotou e o projétil não foi acionado.

Ela usou a arma para desferir coronhadas na vítima, que também foi agredida com chutes na cabeça e no corpo. A ré também teria batido com a cabeça da vizinha no chão, cessando as agressões. Ela e o filho fugiram com a aproximação de populares.

Julgamento

Durante o julgamento o promotor Adelmo Pinho pediu a condenação de acordo com a denúncia, ou seja, por tentativa de homicídio qualificada pelo motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ele também pediu a condenação por corrupção de menor, mas pediu a absolvição com relação ao crime de ameaça, o que também foi feito pela defesa, feita pelos advogados Roberta Sanches e Fabiano Olho dos Santos.

O julgamento foi presidido pelo juiz Henrique Castilho Jacinto e o Ministério Público não pretende recorrer da decisão.

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