Justiça

MP cobra fiscalização da Prefeitura no comércio de Birigui

Em ofício encaminhado ao prefeito Cristiano Salmeirão, promotora fala em atendimento "meia porta"

Birigui - Aline Galcino
16/04/20 às 21h32

O Ministério Público do Estado de São Paulo cobrou uma fiscalização mais rigorosa da Prefeitura de Birigui (SP) em relação ao funcionamento do comércio neste período de quarentena pela covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Em ofício ao prefeito Cristiano Salmeirão (PTB), a promotora de Justiça Claudia Maria Bussolin Curtolo afirma que chegou ao conhecimento do órgão a informação de que estabelecimentos comerciais de Birigui estão atendendo “meia porta”.

O pedido é que seja realizada fiscalização nesses locais que foram alvo de denúncia.

Conforme decreto do governador João Doria (PSDB) de 22 de março, o atendimento ao público em estabelecimentos comerciais está proibido em todo Estado de São Paulo. Inicialmente, o decreto previa o fechamento até 7 de abril, porém o decreto foi prorrogado até o próximo dia 22, quarta-feira que vem.

Apenas serviços essenciais estão autorizados a atender o público nesse período, como saúde pública e privada, abastecimento, alimentação, segurança, limpeza e bancos e lotéricas. Indústrias continuam a funcionar, com cuidados especiais para os funcionários, para evitar desabastecimento, segundo o governador.

Segundo Salmeirão, o decreto considera crime a abertura do comércio, conforme artigos 268 e 330 do Código Penal.

Por isso, assim que recebeu o documento do MP, solicitou que a Secretaria de Segurança Pública e o setor de fiscalização da Prefeitura intensifiquem as fiscalizações. "A Guarda Municipal e o setor de fiscalização vão orientar os comerciantes que estiverem em desacordo com o decreto do Doria", adiantou.

Caso a infração continue sendo cometida, um boletim de ocorrência será registrado e o proprietário do estabelecimento poderá responder criminalmente pelo ato.

O prefeito também informou a Acib (Associação Comercial e Industrial de Birigui) sobre o documento recebido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Salmeirão diz que torce pela reabertura do comércio na próxima semana, mas que precisa obedecer à regra maior (Foto: Hojemais Araçatuba)

Segunda

Essa é a segunda notificação que a Prefeitura de Birigui recebe do Ministério Público nesta semana.

Na segunda (13), o órgão recomendou que o Executivo invalidasse o decreto municipal que flexibilizava o funcionamento do comércio local, permitindo o funcionamento de salões de beleza, barbearias e óticas. A orientação é para que a Prefeitura obedeça o governo estadual.

O pedido foi acatado e o decreto foi revogado por Salmeirão.

Questionado sobre sua posição sobre o fim da quarentena e a possível reabertura do comércio na próxima semana, o prefeito informou que torce para que aconteça.

No entanto, disse que compartilha as deciões com as cadeias produtivas e do comércio da cidade para enfatizar a necessidade de obediência ao cumprimento da regra maior, que é a do Estado.

Carreata barrada

O MP também agiu para impedir a realização de uma carreata pela abertura do comércio local e contra as decisões do governador João Doria.

O evento estava marcado para quarta-feira, com concentração às 17h, no bairro Alto do Silvares, de onde os veículos sairiam pelas principais ruas de Birigui.

No entanto, às 15h, atendendo provocação também da promotora Claudia Maria Bussolin Curtolo, o juiz Lucas Gajardoni Fernandes proibiu o evento, sob pena de multa de R$ 10 mil para cada um dos organizadores da manifestação em caso de descumprimento.

De acordo com os organizadores, a carreata era em prol da população de Birigui que sofre com o desemprego e precisa voltar ao trabalho.

Seria a segunda manifestação do tipo realizada em Birigui desde o início da quarentena.

LEIA TAMBÉM
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM JUSTIÇA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.