Justiça

Preso por matar açougueiro é condenado a 16 anos de prisão

Defesa reconheceu o homicídio, mas pediu o afastamento da qualificadora do motivo torpe e não foi atendida

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
29/05/19 às 16h19
Claudinei Ferro de Sousa foi preso em novembro de 2015 e confessou o crime (Foto: Lázaro Jr.)

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 16 anos e 4 meses de prisão, Claudinei Ferro de Sousa, 36 anos, pelo assassinato do açougueiro Paulo Pereira Martins Júnior, 20.

O crime aconteceu em 24 de outubro de 2015 e o julgamento foi na manhã desta quarta-feira (29), no Fórum de Justiça de Araçatuba.

O réu foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, que foi a vingança, e por meio que dificultou a defesa da vítima, que foi pega desprevenida, enquanto trabalhava.

A defesa do réu reconheceu o homicídio e a segunda qualificadora, mas pediu aos jurados o afastamento da qualificadora do motivo torpe.

O pedido não foi aceito pelos jurados, que acataram na íntegra a tese do Ministério Público, representado em plenário pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho.

O réu já havia declarado à imprensa que atirou cinco vezes na vítima, que trabalhava como açougueiro em um supermercado no Jardim do Universo.

Vingança

Claudinei disse que cometeu o crime por vingança, alegando que Martins Júnior havia matado o irmão dele, Valdecir Ferro de Souza, 34, três dias antes.

O delegado Paulo Natal informou que durante a investigação foi apurado que o açougueiro vinha sendo ameaçado por Valdecir, por isso comprou o revólver e o entregou a outra pessoa para matá-lo.

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Julgamento

O julgamento teve início por volta das 9h e, como a defesa admitiu o homicídio, transcorreu de forma rápida.

Atuaram na defesa do réu os advogados José Roberto Sanches, Marco Antônio Ferreira e Marcelo Kasagui Carvalho Homem. Eles não devem recorrer da decisão.

A sentença foi proferida por volta das 12h30 pelo juiz Vinicius Nocetti Caparelli, que determinou o cumprimento da pena no regime inicial fechado e não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade.

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