Justiça

Réu é julgado pelo Júri nesta quarta por matar jovem de 18 anos em Aracanguá

Teria se irritado porque havia parado uma caminhonete no meio da rua e a vítima acionou a buzina para liberar a passagem

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
19/09/22 às 12h21
Durante a fuga, réu bateu a caminhonete que conduzia em um carro (Foto: Arquivo)

Gustavo Biasi Nubiato será julgado nesta quarta-feira (21) pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP), pelo assassinato do jovem Caio Alexander de Andrade Batista, 18 anos, ocorrido em 8 de outubro de 2017, em Santo Antônio do Aracanguá.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima conduzia um GM Astra, trazendo a namorada como passageira. Quando passavam pela rua Manoel Paulino, eles se depararam com uma camionete GM S-10 parada no meio da rua, impedindo a passagem.

De acordo com a denúncia, o veículo era conduzido pelo réu, que trazia um amigo como passageiro. A vítima teria acionado a buzina, Nubiato liberado a passagem, mas após o carro passar, a caminhonete teria iniciado uma perseguição.

Ainda segundo a denúncia, por diversas vezes o réu teria jogado a caminhonete na frente do Astra, tentando fechar passagem, e gritava porque a vítima tinha buzinado, perguntando se tinha achado ruim.

Tiro

O jovem teria seguido com o carro até à casa dele, onde desceu do veículo junto com a namorada. Nesse momento, o réu teria se aproximado com a caminhonete, esticado o braço e de posse de uma arma de fogo, feito um disparo pela janela, vindo a atingir a vítima nas costas.

Após o crime Nubiato deixou o local em alta velocidade e durante a fuga, bateu a caminhonete em um Fiat Tempra. Mesmo assim, ele seguiu em direção a Araçatuba e ao passar sobre a ponte do rio Tietê, teria jogado a arma na água.

Morreu

O jovem foi socorrido, mas não resistiu e morreu de anemia aguda por hemorragia interna traumática, tendo o projétil atingido o lado direito das costas da vítima, lesionando músculos, ossos e vasos.

Para o Ministério Público, representado pelo promoto Adelmo Pinho, o crime foi praticado por motivo fútil e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, por isso, o réu foi denunciado por homicídio duplamente qualificado.

A defesa alegou legítima defesa e pediu a absolvição. A tese é baseada na versão do réu, de que o jovem teria pegado uma arma de fogo e apontado para ele, que atirou para se defender. A suposta arma não foi encontrada pela polícia.

O julgamento está previsto para começar às 9h, no Fórum de Justiça de Araçatuba. O réu aguarda julgamento em liberdade.

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