Opinião

A Agenda 2030 e os negócios de impacto social e ambiental

O documento possui 169 metas de melhorias das condições humanas e ambientais, a serem atingidas até 2030

Andréia de Alcantara Cerizza* - Hojemais Araçatuba
09/11/19 às 09h30

Em 2000, muitas nações participaram de uma conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) e desenvolveram um documento intitulado Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM/ONU, com 8 objetivos, numa ação global para reduzir a pobreza extrema. Em 2015, se uniram novamente e desenvolveram a Agenda 2030, que possui 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, os famosos ODS. O documento possui 169 metas de melhorias das condições humanas e ambientais, a serem atingidas até 2030.

Os 17 objetivos são a erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; ação contra a mudança global do clima; vida na água; vida terrestre; paz, justiça e instituições eficazes; e parcerias e meios de implementação.

A Agenda 2030 precisa ser amplamente promovida na academia, na empresa e no setor público. A maior proteção que podemos promover é a da vida, em todas as suas manifestações. Temos, segundo dados de vários relatórios da ONU, mais da metade da população mundial sem saneamento básico e sem acesso a cuidados essenciais de saúde; quase 1 bilhão de pessoas moram em condições vulneráveis e passam fome, e não contam com a eletricidade, e mais de 2 bilhões de pessoas sem acesso a água potável.

Ao mesmo tempo, temos jovens empreendedores que estão semeando novos negócios, mas que priorizam uma causa, ou seja, um negócio de impacto social e/ou ambiental, que possui como missão impactar a vida das pessoas e da natureza. Muitos territórios possuem ecossistemas de inovação social, acelerando soluções reais de problemas sociais e ambientais e fortalecendo resultados positivos rumo aos objetivos de desenvolvimento sustentável.

Segundo o Relatório PIPE Social (2019), as áreas de impacto das empresas de impacto social/ambiental brasileiras mais comuns são as de tecnologias verdes, cidadania, educação, saúde, serviços financeiros e cidades. O Brasil é um país de grandes oportunidades para o desenvolvimento de negócios de impacto social/ambiental. Nos próximos dez anos, a expectativa é ter um número significativo de empreendedores de impacto, de modo a propiciar a geração de emprego e renda, em consonância com a Agenda 2030.

*Andréia de Alcantara Cerizza é doutora pela Unesp Marília, coordena a área de Pesquisa e Inovação no IFSP campus Birigui e o projeto de Indicação Geográfica do Calçado Infantil de Birigui.

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