A construção civil é uma espécie de termômetro da economia. Quando ela vai bem isso é um bom sinal da conjuntura do país. E o contrário disso também é verdadeiro. No cenário atual, o setor apresenta-se como essencial para a recuperação no pós-pandemia.
O vice-presidente de HIS (Habitação de Interesse Social) da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Carlos Henrique de Oliveira Passos, ressalta que a carência social por habitação e infraestrutura urbana – saneamento, logística – ficou ainda mais latente durante a pandemia, o que reforça a necessidade de oferecer soluções para movimentar a economia.
Apesar dos reveses de altas e baixas da economia, o impacto da construção civil tanto no PIB (Produto Interno Bruto) quanto na geração de empregos é expressivo, tendo participação importante no desenvolvimento do Brasil.
Nos últimos anos, o setor vem respondendo por aproximadamente 9,9% do PIB nacional, já tendo chegado a 15%, quando em alta produtividade, sendo que cada 1% dessa fatia representa cerca de 1 milhão de postos de trabalho.
Tais indiciadores traduzem-se em R$ 322 bilhões em investimentos e insere a construção civil entre as seis principais molas propulsoras da economia nacional, junto ao agronegócio, energia e mineração, dentre outros.
Isto exposto, são desastrosas as OCE 2020 (Orientações aos Correspondentes - Especializados – Crédito Imobiliário), do BB (Banco do Brasil), divulgadas recentemente, que enrijecem demais as regras de análise de crédito com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), principalmente para o programa MCMV (Minha Casa Minha Vida).
