Também gostei muito que nem todos os autistas que participam são heterossexuais. E esse assunto, tabu para uma sociedade excludente, é tratado com a espontaneidade devida. Os pares conversam sobre isso sem aquele julgamento ou medo de ser incompreendido. Eles são o que são e ponto final.
Outro aspecto bem legal é o envolvimento da família e o apoio que a mesma dá, sempre orientando os filhos de maneira leve (como acredito que tenha que ser em todos os lares). Os participantes ainda recebem a ajuda de especialistas em relacionamentos e em vários momentos, dá para perceber que a própria produção da série “interfere” em algumas cenas, mas para ajudar em alguma situação embaraçosa.
Mesmo sendo diferentes, esses programas nos ensinam algumas pequenas lições. Em “O Crush Perfeito”, fica evidente que uma relação pode surgir de um perfil que nunca cogitamos. No “Amor no Espectro”, dá para absorver ensinamentos ainda maiores. Os participantes não escondem quem são nos encontros e no dia a dia, porque no geral, o autista não tem esse filtro que às vezes utilizamos, para omitir informações ou até mentir.
O amor é surpreendente, é inclusivo. As relações são únicas. A condução de um relacionamento pode, e deve, ser algo leve, natural e orgânica. Os reality são um convite para reflitirmos sobre isso.
