Opinião

Inbound marketing: uma boa ferramenta para os negócios durante a pandemia

"Uma estratégia desse tipo, quando bem executada, pode aumentar bastante o número de pessoas que entra em contato com sua marca"

Marcelo F. Fernandes*
10/09/20 às 10h19

Após meses de mudanças significativas no consumo causadas pela expansão do novo coronavírus em todo o mundo, o comércio e os negócios ainda tentam voltar aos eixos. Por isso, toda ferramenta que possa ajudar a retomar ou angariar novos clientes é bem-vinda.

Nesta pegada está o inbound marketing , estratégia desenvolvida por profissionais de comunicação para conquistar novos clientes por meio da geração de conteúdo relevante sobre determinado serviço ou área de atuação para seu público-alvo.

Ao contrário do marketing tradicional, que se baseia em anúncios de vários tipos, contato direto por telefone, estandes em eventos e outras ações para vender seus produtos, o inbound (também conhecido como marketing de atração) gera conteúdo para chamar a atenção do público por meio de canais como blogs, mídias sociais e e-mails, a um custo menor e com resultados que podem ser medidos de forma mais rápida e precisa.

Uma estratégia desse tipo, quando bem executada, pode aumentar bastante o número de pessoas que entra em contato com sua marca, dando maior visibilidade ao negócio. Além disso, as empresas que adotam o inbound têm ainda outro benefício: o acompanhamento dos interessados durante várias etapas da jornada de compra até eles se tornarem um cliente em potencial.

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O interessante da ferramenta é que ela trabalha muito com aquela pessoa que ainda não sabe que precisa do que a empresa em questão tem a oferecer. Primeiro chamamos a atenção com determinado assunto, depois vamos trabalhando e “alimentando” o cliente com conteúdo relacionado, até o ponto em que ele se mostra pronto para ser abordado comercialmente com uma proposta, produto ou serviço.

Mas atenção! Apesar dessas vantagens, é uma ferramenta que não se encaixa em todos os modelos de negócios, mas que tem bastante sucesso com empreendimentos escaláveis, ou seja, aqueles que podem ser replicados e que geram lucro pela produtividade como, por exemplo, o segmento de lojas virtuais (que ganhou força com a pandemia de covid-19), de produtos digitais, de softwares e também de prestação de serviços.

Foto: Arquivo pessoal

Marcelo F. Fernandes é publicitário e docente do Senac Araçatuba

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