Pessoas, artistas, produtores e agitadores culturais, lutando para criar e deixar o mundo menos caótico e mais suportável nestes tempos loucos em que deveríamos nos reconectar com nossa essência. Fazedores de cultura buscando se aproximar da população, doando seu trabalho na rede ou proporcionando novas formas seguras de entretenimento.
E aí, vem minha questão: cadê o público?
Vejo os artistas da cidade buscando ir onde o povo está, como bem cantou Milton Nascimento. Mas cadê vocês, público de Araçatuba?
Vocês estão vendo também o conteúdo gerado na sua própria cidade? Ou apenas as lives dos famosos consagrados nacionalmente?
Talvez o ditado “casa de ferreiro, espeto de pau” devesse ser destituído. Porque eu acredito nesta nova geração Z questionadora, que compra de marcas reais, empresas que seguem sua missão. Então, que tal se consumirmos de pequenos negócios, comprando o brigadeiro da parceira de grupo de mães do WhatsApp? Ou consumir a uva do pequeno produtor local, os legumes do Sítio Panorama e sua agricultura sintrópica? Também te pergunto: por que não consumir a cultura que os pequenos grandes artistas estão a fazer, aqui e agora?
Percebo, em Araçatuba, uma urgência dos artistas em se aproximarem da população local. Mas, te digo: os artistas estão tentando; o promotores de entretenimento também. Falta, agora, o público começar a olhar e curtir o que a sua cidade tem a oferecer.
Uma sugestão é começar espiar esta galera que citei acima e prestigiar seus conterrâneos, para fomentar a economia e a cultura local, seguir o Insta do Festara, do Movimento dos Artistas, o Blog da Secretaria de Cultura, só para citar alguns.
Em tempo, queria falar que entrei para o Conselho Municipal de Políticas Culturais, para não ficar só falando e poder contribuir mais, numa gestão que promete mudanças com novas caras, mais artistas envolvidos e com uma presidenta, Fernanda Colli, que já deixou claro que quer aproximar o conselho e artistas da população.
Portanto, aproximem-se. O artista não existe sem seu público.
E aí, Araçatuba, bora participar, consumir e exigir arte?
