Opinião

Regulamentação do laço: segurança para todos

Na Terra do Boi e do Quarto de Milha, cumprimos a lei e estamos no caminho certo para promover eventos cada vez maiores e melhores

Fábio Brancato*
08/11/19 às 09h00

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) regulamentou recentemente as modalidades equestres de laço individual, laço em dupla e laço comprido. Todas as competições no território nacional agora estão respaldadas pela portaria 199/2019. Isso traz segurança jurídica para os organizadores e participantes das competições.

Acabou o receio de que alguém possa mover ação judicial para barrar os eventos, já que agora existe segurança e respaldo da lei para resguardá-los. A portaria assegura a proteção dos animais e prevê punições para os casos de descumprimento. Com isso, as provas tendem a ser ainda melhores daqui para frente, pois os competidores e organizadores sempre buscam evoluir, com avaliações constantes, pesquisas, correções, num círculo contínuo de melhoria.

O uso do cavalo sempre foi indispensável para o manejo agropecuário, com práticas de laceio em campo aberto que moldaram a história das suas expressões culturais, presentes em milhares de provas de laço realizadas Brasil a fora. Por isso, as provas de laço são consideradas expressões esportivo-culturais pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

No País há mais de 230 milhões de bovinos – o que representa cerca de 20% do rebanho mundial – e dá-lhe cavalo para trabalhar com esse imenso rebanho. A cadeia econômica da equinocultura propicia cerca de 3,6 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, como veterinários, tratadores, ferrageadores, medicamentos, feno, selaria etc. Por isso, a regulamentação é um importante marco para o setor como um todo.

Fiscais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo atuaram durante o 40º Potro do Futuro, 13ª Copa dos Campeões, 5º Derby e 2º Juvenil, realizados em Araçatuba, no maior e mais moderno complexo esportivo equestre da América Latina. Eles concluíram que “o regulamento está de fato sendo cumprido”. Ou seja, na Terra do Boi e do Quarto de Milha, cumprimos a lei e estamos no caminho certo para promover eventos cada vez maiores e melhores.

(Foto: Divulgação)

 

* Fábio Brancato é presidente do Siran (Sndicato Rural da Alta Noroeste)

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