*Manu Zambon é jornalista, atua no Hojemais Araçatuba cobrindo a área cultural de Araçatuba e região e adora séries espanholas
A escritora Elisabeth Benavent é considerada o atual fenômeno editorial na Espanha com a saga Valéria . Seu primeiro livro da franquia, Nos Sapatos de Valéria , foi publicado na Amazon em 2013 e se tornou um sucesso em pouco tempo. Tanto é que a editora Suma decidiu publicar toda a série, composta de cinco volumes.
A história não só ganhou o coração de leitores espanhóis, como o da Netflix, que estreou no início deste mês a primeira temporada de Valéria . Aliás, a plataforma de streaming está cada vez mais adeptada das produções espanholas, não? Elite , Vis a Vis e La Casa de Papel , só para citar alguns.
Em pouco menos de um mês, a série já caiu no gosto do público brasileiro e algumas críticas na internet chegam a fazer um paralelo entre saga e a famosa franquia americana Sex and The City . Não é difícil de entender o motivo de tal comparação, afinal, as duas histórias trazem amigas inseparáveis que compartilham tudo entre si.
Assim como a personagem Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), no seriado americano, Valéria, interpretada pela atriz Diana Gómez, que deu vida à Tatiana, na quarta temporada de La Casa de Papel , é uma escritora que tenta emplacar seu primeiro livro, enquanto enfrenta uma crise pessoal e um bloqueio criativo.
Valéria não está sozinha; é casada com o fotógrafo Adrían (Ibrahim Al Shami) e seu círculo está completo com suas três melhores amigas: Lola (Silma López), Carmen (Paula Malia) e Nerea (Teresa Riott). A história ainda recebe o plus do personagem Víctor (Maxi Iglesias), arquiteto amigo de Lola, que acaba de retornar a Madri.
Com isso, fica evidente que Netflix não só tem apostado nas séries espanholas, como encontrou um nicho precioso a ser explorado, cujo foco é o público feminino, seus dramas, relacionamentos amorosos, sexo e sexualidade, emprego, família e muitos outros ingredientes. E aqui, acrescento ainda a presença das redes sociais, que acaba sendo um ponto bastante explorado na série.
Em se tratando de novidade, acredito que comédia romântica não "inventa a roda", mas sabe usá-la muito bem, principalmente se comparamos com outras do mesmo naipe, como a francesa Amor Ocasional . Além disso, traz questões interessantes abordadas de forma leve, uma das marcas registradas de Sex in the City , e que se torna um grande trunfo nesta série made in Espanha.
Já que muitos buscam um refúgio, para ajudar principalmente nos dias de distanciamento social, sem dúvida vale a pena conferir. E a pergunta que fica é: teremos uma segunda temporada?