Um servente de 26 anos, morador no bairro Umuarama, em Araçatuba (SP), teve o corpo queimado com óleo fervendo durante briga com a companheira dele, na madrugada desta terça-feira (20). A mulher pediu as medidas protetivas previstas na lei Maria da Penha.
Segundo a polícia, o caso aconteceu no início da madrugada, na residência do casal. Uma equipe de policiais militares foi ao local para atendimento a ocorrência de violência doméstica e encontrou a autônoma de 51 anos. Ela contou que convive em união estável com o jovem há 2 anos e 5 meses e ambos fazem salgados para comércio por aplicativo.
Segundo a mulher, o companheiro negociava a venda de salgados usando o celular dela e ficou irritado quando um conhecido dela enviou uma mensagem de boa noite pelo WhatsApp, seguida de outra dizendo que estava com saudade.
Agressões
Segundo a autônoma, com ciúmes, o companheiro partiu para cima dela, que no momento fritava salgados. Ela teria sido agredida com um soco no rosto e teria sido puxada pelos cabelos.
A mulher disse que para se defender empurrou o companheiro, que esbarrou no tacho onde era feita a fritura, os dois caíram no chão e o óleo quente caiu sobre o servente, atingindo 50% do corpo dele. Ainda segundo a autônoma, algumas gotas de óleo respingaram no braço esquerdo dela, provocando queimaduras.
De acordo com ela, mesmo com as queimaduras o companheiro continuou as agressões, arrastando-a pelo chão, tendo fugido apenas quando ela disse que chamaria a polícia. Ele teria ido para o pronto-socorro com a ajuda da mãe, enquanto uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros a levou para o pronto-socorro, onde também recebeu atendimento médico.
Traição
Os policiais militares foram ao pronto-socorro, onde conversaram com o servente. Segundo a polícia, ele confirmou que se desentendeu com a companheira, sob argumento de que estaria sendo traído por ela.
Devido aos ferimentos ele teve que ser transferido para a Santa Casa, onde permaneceria internado, por isso não pode ser apresentado no plantão policial.
A mulher requereu as medidas protetivas de urgência previstas na lei Maria da Penha e o delegado que registrou o caso optou por não determinar a prisão em flagrante do servente, considerando ser viável apurar melhor os fatos em inquérito policial.
