Uma dona de casa de 19 anos, moradora no bairro São José, em Araçatuba (SP), foi presa na noite desta quinta-feira (15) por apologia ao tráfico de drogas. Ela estava em liberdade provisória após ter sido presa em flagrante no sábado (10), acusada de ser “olheira” de traficantes no bairro.
O mandado de prisão foi expedido pelo juiz da 3.ª Vara Criminal de Araçatuba, Emerson Sumariva Júnior, em atendimento à representação do Ministério Público, após a jovem fazer uma live confirmando ser “olheira” do tráfico, enaltecendo o crime e difamando policiais militares.
O flagrante na sexta-feira foi feito por equipe da Polícia Militar que naquela tarde, durante patrulhamento pelo São José, recebeu denúncia anônima de que estaria ocorrendo comércio de drogas em uma casa na rua Marcelino Stopa. Os policiais já tinham informações de que o morador nessa residência estaria comercializando entorpecentes e abordaram o pedreiro de 53 anos na frente do imóvel, ao lado de outro homem.
Maconha
Segundo a polícia, ele estava com duas porções de maconha nas mãos e mais cinco no bolso, junto com R$ 90,00 em dinheiro. O outro homem também foi revistado, não trazia nada de irregular, mas teria confirmado que estava no local para comprar droga, assim como o pedreiro teria confessado o crime.
Os policiais vistoriaram a casa do pedreiro, encontraram mais duas porções da droga dentro de uma garrafa de café sobre uma mesa na área do fundo, junto com um caderno com anotações do tráfico. Como havia informações de que o investigado escondia drogas em um terreno baldio próximo à casa dele, foi solicitado reforço da equipe do Canil.
Os cães farejaram pelo terreno e apontaram o lado de uma parede que faz divisa com um mercado, onde foram localizadas 11 porções de crack e mil tubos plásticos vazios, usados para fracionar entorpecente.
Mulheres
Quando os policiais seguiam para a delegacia para apresentar a ocorrência, eles viram a jovem de 19 anos junto com outra de 24, em um campo. Eles tinham conhecimento de que elas trabalhariam como “olheiras” de traficantes do bairro, inclusive do próprio pedreiro, e decidiram abordá-las.
Na capa do celular da dona de casa de 19 anos havia R$ 280,00 em dinheiro e, segundo a polícia, as duas confessaram que atuariam como “olheiras” , recebendo R$ 100,00 por dia para ficar das 10h às 22h naquele ponto, informando sobre a presença de viaturas.
Disseram ainda que o pedreiro seria uma das pessoas para as quais elas trabalhavam e, segundo consta no boletim de ocorrência, ao serem ouvidas na presença de advogados as mulheres confirmaram o que haviam dito aos policiais militares. O investigado também teria confessado o crime.
Os três tiveram as prisões em flagrante confirmadas pelo delegado plantonista e passaram a noite na prisão. No dia seguinte a Justiça acatou manifestação do Ministério Público e concedeu a liberdade provisória às investigadas, por considerar que elas atuavam como olheiras e não diretamente no comércio de drogas. O pedreiro permaneceu preso.
Live
Porém, nesta quinta-feira, a Promotoria de Justiça tomou conhecimento de que a dona de casa fez uma live, na qual difamou os policiais militares que fizeram a prisão a confirmou que trabalhava como olheira para traficantes do bairro.
