Polícia

Polícia prende terceiro suspeito de participar de assassinato no Porto Real

Confessou participação no crime e indicou onde havia escondido a arma, que foi encontrada enterrada

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
17/11/21 às 17h50
Um dos revólveres usado no crime foi apreendido pela polícia (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) prendeu na terça-feira (16), o terceiro acusado de participar do assassinato de Márcio de Oliveira, crime ocorrido em 28 de outubro no residencial Porto Real. O jovem de 22 anos mora no bairro Hilda Mandarino, mas estava escondido no rancho da avó dele, em um condomínio à beira do rio Tietê.

Ele confessou participação no crime e informou onde havia escondido a arma, um revólver calibre 22 que foi encontrado enterrado na residência onde ela morava, no Porto Real.

A polícia já havia cumprido um mandado de busca em endereço ligado a ele, que não foi encontrado durante operação realizada no último dia 7, quando foram detidos os outros dois investigados, um jovem de 21 anos e um adolescente de 16 anos.

Após essa operação e identificação, foi representado pelo mandado de prisão, que é pelo período de 30 dias. Antes de encontrar o jovem no rancho, os investigadores estiveram, ainda durante a madrugada, em uma chácara em Buritama, onde encontraram companheira e a filha dele.

Chácara

Os policiais também estiveram em uma chácara em Araçatuba, na qual reside a mãe do acusado. Ela estava na propriedade e alegou que não sabia do paradeiro dele. Porém, ao ser localizado ele disse que a mãe dele havia passado o final de semana prolongado com ele no rancho.

Quando chegaram ao imóvel na beira do rio, os policiais encontraram o carro do investigado na rua, na frente da casa da avó, mas o imóvel estava trancado. Eles providenciavam o mandado de busca para o local quando uma irmã do jovem apareceu e abriu o cadeado do portão e a porta da casa. O acusado estava no interior do imóvel e não resistiu à prisão, segundo a polícia.

Tiros 

Oliveira foi assassinado com tiros no rosto quando estava sentado na calçada ao lado da casa da mãe dele, na rua João Ferreira dos Santos. Uma testemunha disse à polícia que o crime foi praticado por três homens, sendo que dois deles haviam pulado o muro para ter acesso à vítima e o terceiro teria chegado ao local de bicicleta.

Pelo menos dois dos autores atiraram na vítima, ainda de acordo com a testemunha, e um deles deixou para trás um pé de chinelo ao fugir.

Revólver estava enterrado no quintal de uma residência no Porto Real (Foto: Divulgação)

Arma

Ouvido na presença de um advogado pelo delegado Paulo Natal, o jovem informou ser dono de uma das armas utilizadas no crime, um revólver calibre 22, e contou que ela havia sido enterrada por um dos suspeitos de participação no assassinato, nos fundos da casa onde morava na época do crime.

Os policiais estiveram com o jovem nessa residência e após escavar cerca de 1 metro encontraram o revólver dentro de sacolas plásticas e meias. A arma estava desmuniciada e ele disse tê-la comprado havia quatro meses, pagando R$ 1.300,00. Ela foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para perícia.

Segundo o delegado, o investigado confirmou ter atirado na vítima e, assim como o outro acusado já ouvido, alegou ter apanhado de Oliveira, que o teria ameaçado de morte, por isso decidiu matá-lo.

O inquérito seguirá em andamento e a polícia ainda tenta encontrar a outra arma usada no crime, um revólver calibre 38. 

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