Gabinete inteligente
Para levar a "informação verdadeira", a parlamentar disse que montou um gabinete "inteligente" com membros do Ministério da Economia, que estão convencendo e explicando aos deputados sobre as vantagens da reforma.
Como jornalista, ela informou que montou uma equipe de comunicação para disparar conteúdo para cada região do País, de acordo com a realidade de cada um.
"Vamos fazer desse o canal de comunicação da verdade. Começamos a mudança da política brasileira com o celular na mão. Se fizemos isso num movimento nacional, não vamos conseguir fazer com o projeto da Previdência? Se não conseguir, é muita incompetência", declarou.
Sem plano B
Ao final do encontro, a parlamentar falou com a imprensa e afirmou ao Hojemais Araçatuba que não existe um plano B por parte do governo federal, que aposta tudo na aprovação da reforma.
"Não existe plano B, esquece. Não existe plano B. Se a reforma não for aprovada, o Brasil quebra. Aí o plano B é para quem tem muito dinheiro no bolso fazer as malas e ir embora do Brasil. Sem a reforma, o país quebra em um efeito cascata de uma forma que a gente não consegue mais resgatar", disse.
Ainda de acordo com Joice, esse convencimento pode até demorar um pouco mais, porém, enquanto a reforma não é aprovada, o emprego não chega. "O que a gente vai fazer? Vai continuar patinando em cima do negócio? Daqui a pouco vai fazer buraco de tanto patinar. Vamos andar para frente", declarou.
Divergências
Questiona por outro jornalista sobre o apoio ao governo federal, a parlamentar comentou que nos últimos dias, pessoas ligadas ao governo cometeram alguns erros, mas afirmou que os partidos de centro-direita estão alinhados com o governo e votarão a favor da reforma.
Com relação aos que estão divididos, ela entende que cabe ao próprio governo fazer esse trabalho de convencimento, pois é preciso o apoio de todos.
A deputada disse ainda que muitos brasileiros aguardavam por mudanças imediatas, mas argumentou que os problemas do País não se resolvem em seis meses. Por isso ela está desesperada pela aprovação da reforma da Previdência.
"A população está muito ansiosa e eu estou muito mais, porque eu quero empregar, eu quero colocar dinheiro no bolso desse povo. Mas sem a previdência, a gente não consegue investimentos, não consegue empregos", afirmou.
Sobre possíveis alterações no texto enviado ao Congresso, ela comentou que o Brasil é uma democracia e certamente mudanças acontecerão.
Entretanto, explicou que o governo tem que ficar atento para que não haja um desvirtuamento e seja mantida a economia prevista de R$ 1 trilhão em dez anos.
