Prestes a completar dois anos e meio de mandato, o prefeito Dilador Borges (PSDB) quer seu governo seja lembrado pelas ações na mobilidade urbana. Segundo ele, depois de temas como Saúde, Educação e Segurança, o trânsito e a forma como as pessoas se locomovem são fundamentais para que Araçatuba se desenvolva.
Nesta conversa com o
Hojemais Araçatuba
, Dilador elencou os pontos que devem receber obras até o fim do mandato, comentou a questão do AME Cirúrgico na cidade e falou sobre reeleição. Para ele, esse assunto ainda não está entre as prioridades, uma vez que ainda há planos a serem executados.
O senhor está quase na metade do terceiro ano de governo e não tem, até agora, nenhuma implicação com a Justiça. Como vê isso?
Tudo nasce no nosso propósito. Quando eu aceitei ser candidato, me jogar na política, eu só aceitei porque eu sempre acreditei que a política pode ser uma ferramenta limpa e progressista, princípios que meu pai e minha mãe me ensinaram; a política feita pra todos, pra ter avanços na nossa vida social e comunitária. E as pessoas que eu escolhi, como muitos que fazem parte do corpo de servidores públicos, também têm esse princípio.
Durante sua campanha a mobilidade foi uma das bandeiras, acha que as obras andaram?
Claro, veja o caso da Juscelino Kubitschek. Nos comprometemos a asfaltar pelo menos uma pista e estamos entregando as duas. Claro que falta fazer a galeria para levar até a rodovia Elyeser Montenegro Magalhães e terminar na via Nametala Rezek. Não terminamos ainda porque estamos pensando num modo de concluir e deixar de modo seguro. Não dá pra fazer uma rotatória ali porque tem que movimentar a alta tensão e é muito caro. Então vamos fazer quebra-molas ou um redutor de velocidade eletrônico.
E a obra da Pompeu?
A Pompeu é uma obra difícil, é uma obra cara, que tem canalização, drenagem, ciclovia, tem que fazer o reforço na chegada da Saudade, é complexa. Eu tinha o compromisso e brinquei que essa obra não será mais bandeira de campanha, quem quiser ser candidato vai ter que arrumar outra bandeira. Assim como não vai ser também a Dois de Dezembro. Nós estamos articulando pra fazer a avenida da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães até a avenida João Arruda Brasil. Eu tenho convicção: nós vamos sanar o problema do trânsito pesado na rua do Fico. E vamos começar ainda neste ano.
O senhor fala de avenidas importantes para a cidade, mas há um outro gargalo atualmente que é a via Etelvino Ferreira dos Santos. Como resolver isso?
Sempre me incomodou muito e na época [da obra de duplicação da Elyeser], se a administração tivesse ajudado, Araçatuba não teria perdido as marginais e estaria tudo duplicado. Agora estamos buscando e vamos fazer parcerias com investidores da região. Eles vão fazer uma pista e nós vamos recapear a outra e fazer a rotatória no córrego dos Espanhóis. Aquele linhão vai ficar entre as duas pistas.
E a João Arruda Brasil?
É uma obra muito cara. Não vamos mexer neste primeiro momento, vamos fazer um recape ali e deixar a parte estrutural pra um segundo momento.
Porque o senhor colocou o prédio do antigo Hospital da Mulher à disposição para instalação do AME Cirúrgico?
Eu coloquei para ninguém dizer que o município não dá contrapartida, assim como nós cobramos contrapartida, nós também oferecemos. E fica à disposição do governo. Nós também podemos ceder o terreno ao lado atual prédio do AME que pode servir como ampliação pra unidade. Araçatuba precisa pensar como sede de região; o AME Ccirúrgico vai atender os mais de 40 municípios da região.
Os moradores estão reclamando de demora no atendimento do Pronto-Socorro, único pronto atendimento do município. O que o senhor tem a dizer?
Você já viu alguém ir ao pronto-socorro sozinho? Raramente. Por isso dá a sensação de que o PS tá cheio ou não tá dando conta, mas o serviço está bom. Mesmo na rede privada existe espera. É preciso um pouco de paciência, claro, exceto em casos de urgência e emergência e é por isso que é feita a triagem. A questão da dengue também pressiona, mas o serviço é bom. A população também precisa procurar atendimento nas UBSs (Unidade Básica de Saúde) e só procurar o PS em caso de necessidade real.
Tem alguma movimentação prevista para a Secretaria de Saúde?
Com a cessão de uso feita ao Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) (da área do recinto de exposições) eles cederam um comodato para que receba a Secretaria de Saúde. Dois andares do prédio (do Siran, no Centro) vão abrigar os serviços que funcionavam num espaço em frente à Santa Casa. Para esse local vão ser transferidos os serviços administrativos da Santa Casa liberando espaço pra mais serviços clínicos.
E a reeleição?
Ainda está muito cedo pra se falar sobre isso. Ainda tenho um mandato inteiro pra concluir.