Neste mês comemoramos a campanha do setembro amarelo, que tem como intuito alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.
A CVV (Centro de Valorização da Vida) é uma associação sem fins lucrativos e filantrópica, que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio.
O trabalho da associação é muito importante. São realizados mais de 2 milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 3.400 voluntários, localizados em 24 estados mais o Distrito Federal.
Entramos em contato com sua equipe para responder algumas perguntas sobre a campanha e o trabalho feito por eles. Confira a entrevista abaixo:
Qual a importância do setembro amarelo?
Trazer a reflexão e conhecimento para toda a sociedade que é possível ajudar e ser ajudado em momentos de dificuldade, assim minimizamos as vidas perdidas por suicídio
Como a CVV ajuda as pessoas no combate ao suicídio?
Buscamos oferecer um espaço de acolhimento, onde as pessoas podem falar abertamente sobre o que sentem sem crítica, sem julgamento, com atenção, assim podendo organizar suas ideias e se sentir aceitas, respeitadas e consideradas.
Quais conteúdos de ajuda são disponibilizados pela CVV?
As pessoas pode falar sobre todos os assuntos que achem relevante quando buscam o CVV pelo fone 188, email e chat.
Como as pessoas podem ajudar a organização?
Somos todos voluntários, cerca de 4.000 no momento. Vc pode ser voluntário, ajudar a divulgar ou ainda doar alguma quantia para a manutenção do CVV, veja como em nosso site www.cvv.org.br
Como ser voluntário na CVV?
é preciso ter mais de 18 anos e participar de um curso gratuito para novos voluntários.As inscrições podem ser feitas em www.cvv.org.br/voluntarios
Qual a melhor maneira de agirmos quando percebemos que alguém está pensando em suicídio?
Com calma nos aproximarmos destas pessoas e oferecermos a ela um momento onde ela possa contar o que está acontecendo, sem crítica, sem julgamento, de forma séria e com atenção.
Durante a pandemia, o número de pessoas entrando em contato com a organização aumentou?
Não tivemos aumento significativo na procura nestes últimos meses.
Como a pandemia afetou a organização?
Tivemos que nos adaptar, como toda a sociedade para aturamos mais fortemente de forma remota e virtual, algo que já fazíamos mas que foi intensificado para garantir o isolamento dos voluntários que pertencem ao grupo de risco.