Nesta quarta-feira, 23 de setembro, foi o Dia Mundial de Combate ao Estresse, que tem como intuito alertar as pessoas sobre os sintomas, as causas, e como ele pode afetar o nosso organismo.
O estresse é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação grande a um evento ou situação de importância. Ele pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida ou à exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Ele também pode acontecer quando vivenciamos uma situação de perigo ou ameaça.
Quando o estresse, acontece por um período prolongado, reduz a resistência do organismo e predispõe ao surgimento de várias doenças físicas e psíquicas, como asma, alergias, urticárias e doenças gastrointestinais.
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistência e exaustão.
Fase de Alerta : ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor.
Sintomas da fase de alerta:
Mãos e/ou pés frios; boca seca; dor no estômago; suor; tensão e dor muscular, por exemplo, na região dos ombros; aperto na mandíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta; diarreia passageira; insônia; batimentos cardíacos acelerados; respiração ofegante; aumento súbito e passageiro da pressão sanguínea; agitação.
Fase de Resistência: o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou eliminá-lo.
Sintomas da fase de resistência:
Problemas com a memória; mal-estar generalizado; formigamento nas extremidades (mãos e/ou pés); sensação de desgaste físico constante; mudança no apetite; aparecimento de problemas de pele; hipertensão arterial; cansaço constante; gastrite prolongada; tontura; sensibilidade emotiva excessiva; obsessão com o agente estressor; irritabilidade excessiva; desejo sexual diminuído.
Fase de Exaustão: nessa fase podem surgem diversos comprometimentos físicos em forma de doença.
Sintomas da fase de exaustão:
Diarreias frequentes; dificuldades sexuais; formigamento nas extremidades; insônia; tiques nervosos; hipertensão arterial confirmada; problemas de pele prolongados; mudança extrema de apetite; batimentos cardíacos acelerados; tontura frequente; úlcera; impossibilidade de trabalhar; pesadelos; apatia; cansaço excessivo; irritabilidade; angústia; hipersensibilidade emotiva; perda do senso de humor.
Não é fácil prevenir o estresse, já que a pessoa não consegue ter controle de todos os fatores ambientais que a estressam, mas algumas atitudes podem ajudar, como:
O estresse engloba: reações ao estresse grave e transtornos de adaptação; reação aguda ao estresse; estado de estresse; pós traumático; outras reações ao estresse grave e reação não especificada a um estresse grave.
A assistência a pessoas com estresse pode ser feita em diversas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Brasil, conforme a necessidade do paciente. Em 2014, foram realizadas 364 internações por estresse no âmbito do SUS.
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