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Estudante três-lagoense é campeã em Concurso Nacional de Poesia

Como premiação, a adolescente de 14 anos ganhará R$ 13 mil. 

Isabele Araujo - Hojemais Três Lagoas
25/01/23 às 09h27
Alana, de 14 anos, escreveu a poesia ganhadora do Centro-Oeste. (Foto cedida)

Alana Serra Scherer, aluna da Escola Municipal Prof.ª “Maria Eulália Vieira”, foi campeã no concurso de poesia nacional, que teve como tema “200 anos de Independência: Lendo nossa história, escrevendo nosso futuro” promovido pelo Ministério da Educação.

Alana, de 14 anos, conquistou o 1º lugar na competição que teve participação de estudantes da rede pública de todo o país do 6º ao 9º ano, segundo o divulgado pelo Sinted de Três Lagoas e Selvíria.

Foram selecionadas dez poesias, duas de cada região do Brasil. A três-lagoense se consagrou campeã no Centro-Oeste com sua obra, “Terra de Liberdade”, conforme a divulgação no Diário Oficial.

Os campeões de cada região receberão uma premiação de R$ 13 mil em março, com cerimônia em Brasília. A viagem está inclusa como premiação para os primeiros colocados, que também terá suas poesias impressas nas capas dos livros didáticos do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD/2024).

Os critérios que foram levados em consideração para a avaliação das poesias foram: criatividade, contextualização, autenticidade, expressividade e harmonia estética (ritmo, rima e métrica).  

Alana é filha da professora da Rede Municipal de Ensino (REME) de Três Lagoas e da Rede Estadual, Liliamani da Silva Serra Scherer. De acordo com a mãe, ela é uma menina abençoada. “Ela é dedicada, então, tudo que ela faz é bem feito, mas o prêmio foi uma surpresa e estou muito feliz”.

A adolescente, que demonstra uma grande maturidade intelectual, deixa um conselho: “Somos aquilo que fazemos repetidamente, somos os nossos hábitos”.

Confira a poesia na íntegra:

Terra da Liberdade

Somos frutos dos que partiram

o mundo em diversas partes,

e chamaram de algo seu,

o que nunca os pertenceu!

Forçados a usar sua língua,

Vestir sua gramática,

E quando nos despiam;

De nossa cultura, de nosso “eu”!

Mas nenhum de seus filhos,

Fugiu à luta,

Vossos peitos e braços,

Foram o escudo do Brasil!

E de um povo antes aprisionado,

E feito de escravo,

Nasceu a terra da liberdade,

O lar dos bravos.

Que nossa braveza,

Dure por milhares e milhares de anos,

Até que o pedregulho se torne,

Uma grandiosa montanha!

E os musgos para cobri-la façam seu melhor,

Onde dos mares do Leste,

as vastas florestas,

Se estendem nosso sangue e suor!

No mundo és única e sem igual,

Protegida e amada,

Nossa terra natal.

E então, no escuro houve luz;

A mais brilhosa que já havia sido vista,

Em mais de mil;

E assim, nascia a liberdade,

No horizonte do Brasil!

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