O Governo de Mato Grosso do Sul publicou um decreto declarando Estado de Emergência Zoosanitária no estado, nesta sexta-feira (21). A medida visa intensificar ações de prevenção à influenza aviária, buscando impedir a entrada de aves contaminadas em território sul-mato-grossense.
A decisão foi tomada após uma reunião virtual entre os secretários estaduais de Agricultura e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Carlos Fávaro, que está em missão comercial na Europa e Ásia.
Já está em vigor no estado um decreto de Alerta Zoosanitário desde 2 de junho, o qual também instituiu o Sistema de Monitoramento, Avisos e Ações para prevenir a ocorrência da influenza aviária H5N1. Até o momento, não foram registrados casos de contaminação de aves silvestres com essa doença no estado.
O ministro da Agricultura enfatizou a importância de transformar o alerta em Estado de Emergência, demonstrando preocupação com o potencial prejuízo que a doença pode causar ao país caso atinja uma granja de aves. Para enfrentar esse desafio, serão destinados mais R$ 200 milhões em nível nacional para ações preventivas, sendo que Mato Grosso do Sul deve receber entre R$ 2 a 3 milhões para fortalecer as barreiras sanitárias, remunerar equipes de trabalho e intensificar as medidas preventivas.
O monitoramento da influenza aviária é coordenado pelo Grupo Especial de Atenção à Suspeita de Enfermidades Emergenciais ou Exóticas de Mato Grosso do Sul (GEASE/MS), que acompanha diariamente as informações estratégicas em saúde relacionadas à doença, além de propor estratégias de vigilância ativas e passivas. O objetivo é manter a população informada e implementar um plano de contingência específico, caso seja necessário.
