Três Lagoas já registrou 140 acidentes com escorpiões em 2023, segundo dados do Departamento da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANTS). Esses números são de pessoas que, de janeiro até o momento, procuraram os serviços de saúde do Município após o acidente.
Durante o mês de março, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) notificou 66 acidentes e problemas com escorpiões e animais peçonhentos. A espécie de escorpião que foi identificada neste controle foi a Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, uma das espécies mais perigosas.
No ano passado, até novembro, foram registrados 248 casos na cidade, com uma média de 22 acidentes com escorpião por mês e apresentando uma alta de 119% em comparação com o ano de 2021.
As picadas por escorpião não preocupam apenas o município, sendo tendência no Mato Grosso do Sul e no país. Em 2022, 3.205 pessoas foram atacadas pelo animal no Estado. Conforme levantamento divulgado pela Revista Planeta, o escorpião é o animal peçonhento que mais causa acidentes no Brasil, com 50% dos acidentes de 2007 a 2019 ligados a picadas de escorpião.
Os escorpiões possuem hábitos noturnos e costumam se esconder da luz em pedras, entulhos, material de construção, encanamentos, dentro de calçados e roupas. Os acidentes ocorrem geralmente dentro das casas e o animal ataca quando se sente ameaçado.
Como agir quando alguém é picado?
O recomendado é lavar o local da picada com água e sabão e ir ao hospital mais próximo o quanto antes. Levar o animal ou uma foto, se possível, pode ser essencial na identificação da espécie para que o atendimento seja mais eficaz.
É importante não colocar nenhum produto sobre a picada, não amarrar o membro afetado e não realizar cortes ou furos no local. Além disso, o acidentado deve ser deixado em repouso, evitando andar e correr.
Em Três Lagoas, caso um cidadão seja atacado por um escorpião, deve entrar em contato com o CCZ pelo telefone (67) 3929-1803 ou endereço Rua Egídio Thomé, 5562, bairro Jupiá, das 07h às 11h e das 13h às 17h.