Nesta quinta (29), o Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul) reuniu população e autoridades em uma audiência pública, realizada no Ginásio de Esportes do CEJA em Bataguassu/MS.
O objetivo foi a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para o licenciamento da futura fábrica de celulose da Bracell. O evento marcou um passo significativo para o desenvolvimento da região, destacando o investimento de R$ 16 bilhões no projeto.
A megafábrica, marcada para iniciar sua construção em 2025 e com previsão de conclusão em até 38 meses, será instalada às margens da BR-267, a aproximadamente 9 km do centro de Bataguassu.
Destinada à produção de celulose solúvel, essencial na fabricação de fibras têxteis como viscose, modal e lyocell, a instalação promete transformar o cenário econômico local. A Bracell projeta que a unidade tenha capacidade para produzir até 2,8 milhões de toneladas de celulose kraft anualmente.
Além do impacto ambiental, a audiência abordou o potencial socioeconômico da empreitada, que trará não apenas geração de empregos diretos e indiretos, mas também impulsionará a economia regional.
A logística planejada para a distribuição da produção inclui o transporte via caminhões até Aparecida do Taboado e, posteriormente, por via férrea para o Porto de Santos.
Sobre o RIMA
A Bracell publicouno dia 14 de abril o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para o projeto de uma nova fábrica de celulose que deverá ser construída em Bataguassu/MS. A publicação foi feita no site do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul – IMASUL, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar – SEMAGRO.
No RIMA são apresentadas as principais informações e conclusões do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) da implantação da fábrica de celulose da MSFC Florestal (Bracell).
O Estudo de Impacto Ambiental tem o objetivo de instruir o p rocesso de solicitação de Licença Prévia (LP) do empreendimento, além de orientar e fornecer subsídios técnicos ao Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (IMASUL).
O documento cita explicitamente que: “O objeto de licenciamento consiste na implantação de uma fábrica para produção de celulose no município de Bataguassu, Mato Grosso do Sul.”
E segue: “A atividade principal da fábrica poderá contar com duas composições de fabricação. A primeira composição será a fábrica produzindo somente celulose para papel (celulose kraft), numa capacidade total de 2.920.000 t/ano em anos em que não haja parada geral de manutenção ou de 2.800.000 t/ano nos anos com parada geral. A segunda composição será a fábrica produzindo celulose para papel (kraft) e celulose solúvel. Nessa composição, uma das linhas de fibras produzirá 1.460.000 t/ano de celulose kraft e a outra linha de fibras produzirá 1.147.143 t/ano de celulose solúvel, totalizando assim, 2.607.143 t/ano de celulose, em anos sem parada geral, já nos anos com parada geral, a produção será de 1.100.000 t/ano (celulose solúvel) mais 1.400.000 t/ano (celulose kraft), totalizando 2.500.000 t/ano.”
Ainda de acordo com o RIMA, o empreendimento será implantado a cerca de 9 km (em linha reta) do centro urbano da cidade de Bataguassu, junto à rodovia MS-267. Mais ao sul, a uma distância de cerca de 3,9 km em linha reta, encontra-se o rio Paraná. O investimento previsto é da ordem de R$ 16 bilhões para implantação da fábrica de celulose. A expectativa de geração de empregos com a fábrica em operação é de 2 mil funcionários, entre próprios e terceiros.
