Mato Grosso do Sul registrou redução de 10,18% na carga tributária estadual entre os anos de 2021 e 2023, de acordo com dados do IBGE, da Semadesc e do Tesouro Transparente. A queda representa uma diminuição no peso dos tributos estaduais em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) sul-mato-grossense.
Em 2021, o Estado arrecadou cerca de R$ 15 bilhões em tributos próprios, frente a um PIB de aproximadamente R$ 142 bilhões, o que correspondia a 10,8% da riqueza produzida. Dois anos depois, com o PIB ampliado para R$ 184 bilhões e a arrecadação atingindo R$ 18 bilhões, a carga tributária estadual passou a representar 9,7% do total.
A variação indica que o crescimento econômico superou o avanço da arrecadação, resultado que também reflete a adoção da menor alíquota de ICMS do País, fixada em 17%. O cenário demonstra que a carga de impostos se tornou proporcionalmente mais leve para os contribuintes e para o setor produtivo.
A diminuição do peso tributário é vista como um fator de estímulo à economia, favorecendo o investimento privado, o aumento do consumo e a competitividade das empresas. A tendência acompanha o fortalecimento do setor privado, que vem crescendo em ritmo mais acelerado que o setor público estadual.
Por outro lado, a redução da carga tributária exige atenção quanto à sustentabilidade fiscal e à manutenção de serviços públicos essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. O desafio está em manter o equilíbrio entre eficiência arrecadatória e dinamismo econômico, garantindo recursos suficientes para políticas públicas sem comprometer o ambiente de negócios.
Os dados apontam que Mato Grosso do Sul segue uma trajetória de ajuste fiscal e crescimento econômico, combinando responsabilidade na arrecadação e incentivo à expansão produtiva.
Com informações de Correio do Estado.
