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Exportações de MS somam US$ 7,24 bilhões até agosto

Entre os produtos exportados, a celulose segue na liderança, com 29,9% da pauta, seguida pela soja em grão (27,2%) e a carne bovina fresca (15,07%).

Da Redação
08/09/25 às 08h23
(Foto: Reuters/Paulo Whitaker)

Mato Grosso do Sul alcançou US$ 7,24 bilhões em exportações entre janeiro e agosto de 2025, o que representa um crescimento de 3,26% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Carta de Conjuntura do Comércio Exterior (agosto/2025) elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O saldo da balança comercial chegou a US$ 5,53 bilhões, avanço de 8,4% na comparação com 2024.

Entre os produtos exportados, a celulose segue na liderança, com 29,9% da pauta, seguida pela soja em grão (27,2%) e a carne bovina fresca (15,07%). O setor frigorífico se destacou com alta de 43,7% no acumulado do ano, ampliando mercados mesmo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Somente em agosto, a China importou US$ 91 milhões em carne bovina de Mato Grosso do Sul, mantendo-se como principal destino. O Chile respondeu por US$ 16,4 milhões, o México por US$ 11,8 milhões, enquanto países como Israel, Turquia, Filipinas e Itália também tiveram participação relevante. Já os Estados Unidos, que aplicaram tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, compraram apenas US$ 7,6 milhões, ficando atrás de outros parceiros emergentes.

Outros itens também registraram crescimento expressivo, como o minério de ferro, com alta de 32,8%, e a categoria “outros produtos” (resíduos vegetais, sucatas e desperdícios), que saltou 806% em valores exportados.

Do lado das importações, o Estado registrou retração de 10,79%, totalizando US$ 1,66 bilhão. O gás natural foi o principal item, representando 33,2% do total, seguido por cobre (7,9%) e por máquinas e equipamentos voltados à indústria de celulose e papel.

Quanto aos destinos, a China concentrou 46,7% das exportações sul-mato-grossenses, consolidando-se como maior parceiro. Na sequência aparecem os Estados Unidos (5,4%), Itália (3,8%) e Argentina (3,5%). Entre os mercados em expansão, destaque para a Argélia, com crescimento de 44,7% em relação ao ano passado.

Nos portos, Santos (SP) liderou os embarques do Estado com 39,2%, seguido de Paranaguá (PR) (32,6%) e São Francisco do Sul (SC) (11,6%). No corredor da Rota Bioceânica, os terminais de Corumbá e Porto Murtinho apresentaram forte avanço: Corumbá exportou 6.255,9 toneladas (+58,16%), enquanto Porto Murtinho registrou alta de 162%, com 370,1 toneladas.

Apesar dos bons resultados, a tarifa de 50% dos Estados Unidos já trouxe impactos: em agosto, as exportações para o mercado norte-americano caíram 61% frente a 2024, puxadas pela retração de 46% na carne bovina e de 92% na celulose. Ainda assim, os frigoríficos sul-mato-grossenses conseguiram redirecionar a produção e sustentar o crescimento no acumulado do ano.

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