A economia brasileira registrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre de 2025 em relação ao primeiro. Segundo dados do Monitor do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado confirma a desaceleração do ritmo de expansão, já que no trimestre anterior a alta havia sido de 1,3%.
O levantamento mostra que, na comparação com o mesmo período de 2024, a atividade econômica cresceu 2,4%. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 3,2%, com valor estimado em R$ 6,1 trilhões no primeiro semestre do ano.
De acordo com a FGV, o desempenho positivo foi sustentado por serviços e indústria, embora neste último setor o avanço tenha se concentrado na atividade extrativa, sinalizando fragilidade em outros segmentos. Já o consumo das famílias segue perdendo fôlego: a alta passou de 3,7% no fim de 2024 para 2,6% no primeiro trimestre e 1,5% no segundo.
O principal fator para a desaceleração é o impacto dos juros elevados sobre a economia. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, está no maior patamar desde 2006. Esse nível reduz a atratividade de investimentos produtivos, encarece o crédito e afeta diretamente o consumo das famílias, que já apresenta queda no ritmo de crescimento.
O cenário atual reflete os efeitos defasados da política monetária sobre a atividade econômica, indicando que o crescimento deve seguir em ritmo moderado nos próximos meses.
Com informações de Agência Brasil.
