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Governo adota medidas para conter alta dos combustíveis e evitar crise no transporte

Pacote inclui subsídios, redução de impostos e negociação com estados diante de risco de paralisação de caminhoneiros.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
19/03/26 às 08h03
Foto: Arquivo Hojemais Três Lagoas

O Governo Federal do Brasil anunciou uma série de medidas emergenciais para conter a alta dos combustíveis e evitar impactos mais amplos na economia, especialmente diante da ameaça de paralisação de caminhoneiros.

Segundo informações do portal The News , a iniciativa ocorre após sucessivos aumentos no preço do diesel, que já acumula forte alta nas últimas semanas. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o valor médio do litro passou de R$ 6,08 para R$ 6,80 em apenas uma semana, pressionado pela valorização do petróleo no mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio pressiona preços

O cenário é influenciado diretamente pela escalada do conflito envolvendo o Irã , que afetou o fluxo global de petróleo. De acordo com o G1, o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, fez o barril saltar de cerca de US$ 60 para mais de US$ 110.

Esse aumento impacta diretamente a Petrobras , responsável por aproximadamente 45% da composição do preço do diesel no Brasil, que precisa decidir entre repassar os custos ou absorver parte das perdas.

Medidas para conter o impacto

Para tentar frear a alta, o governo federal já havia anunciado a redução de impostos e a concessão de subsídios ao setor, com impacto estimado de até R$ 30 bilhões até o fim do ano , segundo o thenews.cc.

Além disso, uma nova proposta prevê zerar temporariamente o ICMS sobre a importação de diesel até maio. Como o imposto é estadual, a União sugeriu compensar metade das perdas de arrecadação dos estados, em um custo estimado de R$ 1,5 bilhão por mês.

A proposta ainda está em análise pelos governadores, que inicialmente resistiram à redução do tributo.

Risco de paralisação preocupa governo

A urgência das medidas também está relacionada à possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros. A categoria já sinalizou insatisfação com os preços e aguarda a oficialização das ações do governo para decidir sobre uma eventual paralisação.

O temor é de repetir o cenário da Greve dos Caminhoneiros de 2018 , que paralisou o país por cerca de 10 dias, causou desabastecimento e impactou o crescimento econômico.

Efeito na inflação e no bolso

Especialistas alertam que o aumento do diesel pode ter efeito cascata na economia, visto que os impactos indiretos podem elevar a inflação ao longo dos próximos meses, refletindo no preço de alimentos, transporte e serviços. Como cerca de 75% do transporte de mercadorias no Brasil é feito por rodovias, qualquer variação no diesel tem potencial de atingir diretamente o custo de vida da população.

Diante desse cenário, o governo tenta equilibrar a contenção de preços com a sustentabilidade fiscal, enquanto negocia soluções para evitar uma nova crise no setor de transportes.

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