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INPC impacta salários e benefícios

INPC sobe 0,81% em abril e acumula alta de 4,11% em 12 meses, segundo o IBGE.

Thais Constantino  - Hojemais Três Lagoas 
12/05/26 às 14h13
Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado como referência para reajustes salariais no Brasil, registrou alta de 0,81% em abril. Com o resultado, o índice acumula avanço de 4,11% nos últimos 12 meses.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .

Segundo o levantamento, o principal impacto na inflação do mês veio do grupo alimentação e bebidas, que apresentou aumento de 1,37%, responsável por 0,34 ponto percentual do INPC. Já os demais grupos não alimentícios tiveram alta média de 0,63%.

INPC influencia reajuste de salários e benefícios

O INPC tem impacto direto na economia e no orçamento dos trabalhadores brasileiros, já que o acumulado de 12 meses costuma servir de base para reajustes salariais de diversas categorias profissionais ao longo do ano.

O indicador também é utilizado no cálculo de benefícios e pagamentos importantes. O valor do salário mínimo considera o INPC acumulado até novembro, enquanto o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios pagos acima do salário mínimo utilizam o acumulado até dezembro como referência para correção.

Além do INPC, o IBGE também divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. O IPCA fechou abril com alta de 0,67% e acumula 4,39% em 12 meses, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo governo federal, que admite limite de até 4,5%.

Diferença entre INPC e IPCA

A principal diferença entre os dois indicadores está no perfil das famílias pesquisadas. O INPC mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos. Já o IPCA considera lares com renda mensal de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621.

O IBGE também utiliza pesos diferentes para cada grupo de despesas nos índices. No INPC, por exemplo, os gastos com alimentação representam cerca de 25% da composição do indicador, percentual superior ao registrado no IPCA, onde os alimentos correspondem a aproximadamente 21%. Isso acontece porque famílias de menor renda destinam parcela maior do orçamento à alimentação.

Por outro lado, despesas como passagens aéreas possuem menor peso no INPC em comparação ao IPCA.

De acordo com o IBGE, o objetivo do INPC é medir as variações de preços da cesta de consumo das famílias assalariadas de menor renda, contribuindo para a preservação do poder de compra dos salários.

 

A coleta de preços utilizada no cálculo do índice é realizada nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além das cidades de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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