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Mesmo com crise do metanol, bares e restaurantes de MS registram alta em vendas em setembro

O levantamento aponta que o Estado registrou alta de 1% nas vendas em comparação com agosto.

Da Redação
20/10/25 às 10h06
(Foto: Arquivo)

Em meio à chamada “crise do metanol”, o setor de bares e restaurantes de Mato Grosso do Sul apresentou resultado positivo em setembro, segundo o Índice Abrasel-Stone, relatório mensal realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em parceria com a fintech Stone.

O levantamento aponta que o Estado registrou alta de 1% nas vendas em comparação com agosto. Entre os 24 estados analisados, apenas Mato Grosso do Sul e Maranhão (2,6%) tiveram crescimento no período. Em contrapartida, a maioria das unidades federativas apresentou retração, com destaque para Roraima (?11,5%), Pará (?9,9%), Rio de Janeiro e Santa Catarina (ambos ?7,6%).

Em São Paulo, epicentro dos casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, houve queda de 2,7% nas vendas. Nacionalmente, o setor registrou retração de 4,9% em setembro.

Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, os casos de metanol são considerados um “fator pontual”, já que outros elementos, como inflação e custos operacionais, também impactaram o desempenho do setor.

Nenhum caso confirmado em Mato Grosso do Sul

De acordo com o Ministério da Saúde, das 11 notificações de suspeita de intoxicação por metanol em Mato Grosso do Sul, nove já foram descartadas. As duas restantes — incluindo um óbito em investigação — são de Campo Grande.

Casos notificados em Caarapó, Dourados, Rio Brilhante, Ladário e Sidrolândia foram todos descartados.

Movimento segue intenso nos bares

Mesmo com a repercussão nacional, bares e restaurantes de Campo Grande continuam movimentados. O consumo de cerveja aumentou, enquanto as bebidas destiladas registraram leve retração.

A auxiliar de dentista Victoria Uhlmann, 27 anos, afirma que passou a evitar bebidas destiladas após os primeiros casos de contaminação.

“Eu vi que os casos estavam principalmente ligados ao gin, à vodka e ao whisky. Então, passei a consumir mais cerveja. Não fiquei com medo, mas tenho receio por amigos que ainda bebem essas bebidas. Acho que é importante verificar a procedência ou evitar por um tempo”, comenta.

Abrasel reforça orientações aos empresários

A Abrasel tem promovido treinamentos gratuitos online, com certificado, para orientar empreendedores do setor a identificar bebidas adulteradas.

Em nota, a entidade destacou que não há confirmação de que os casos tenham origem em bares e restaurantes formais. Em São Paulo, alguns estabelecimentos foram interditados preventivamente, mas as análises laboratoriais ainda não confirmaram irregularidades nos produtos vendidos.

A associação também reforçou orientações de segurança:

  • Compre de distribuidores oficiais e confiáveis;
  • Exija nota fiscal;
  • Desconfie de preços muito baixos;
  • Verifique rótulos, tampas e lacres;
  • Inutilize garrafas após o consumo;
  • Descarte embalagens corretamente.

A Abrasel ressalta que as falsificações costumam afetar bebidas de maior valor agregado, como uísque, gin e vodka, enquanto casos envolvendo vinhos e cervejas são mais raros.

Com informações de Midiamax

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