Mato Grosso do Sul registrou, em 2023, o segundo maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre todas as unidades da federação, com avanço real de 13,4%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho supera em mais de quatro vezes a média nacional, que ficou em 3,2%, e coloca o Estado atrás apenas do Acre, que cresceu 14,7%.
De acordo com o relatório do Sistema de Contas Regionais, elaborado pelo IBGE em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o PIB sul-mato-grossense alcançou R$ 184,4 bilhões, garantindo ao Estado a 15ª posição no ranking nacional. A participação no PIB brasileiro se manteve em 1,7%, enquanto o PIB per capita chegou a R$ 66.884,75, o 6º maior do país e o 2º do Centro-Oeste.
O desempenho de 2023 foi impulsionado sobretudo pela agropecuária, que teve expansão superior a 25% no valor adicionado e ampliou sua participação para 25,92% do PIB estadual, somando R$ 41,8 bilhões. As safras recordes de soja, milho e cana-de-açúcar, aliadas ao aumento da produtividade e da área cultivada, garantiram o maior crescimento em volume entre todas as atividades econômicas do Estado, com alta 55% superior à registrada em 2022.
A indústria também apresentou evolução significativa, respondendo por 22,35% do PIB (R$ 36 bilhões), com destaque para as indústrias de transformação. Segmentos como produção de celulose, alimentos, bebidas, biocombustíveis e geração de energia registraram crescimento próximo de 7% em volume. Já o setor de serviços manteve o maior peso na economia estadual, com 51,7% do total, movimentando R$ 83,5 bilhões em atividades como comércio, serviços financeiros, imobiliários e administração pública.
O levantamento mostra que Mato Grosso do Sul também se destacou na comparação regional e temporal: foi o Estado com a segunda maior taxa de crescimento do país e respondeu por 15,9% do PIB do Centro-Oeste. Entre 2019 e 2023, a taxa média anual de crescimento chegou a 3,75%, mais que o dobro da média brasileira. Desde 2010, o PIB nominal praticamente quadruplicou, saindo de R$ 47,3 bilhões para os atuais R$ 184,4 bilhões.
O avanço econômico refletiu diretamente no mercado de trabalho. Segundo dados do Caged, foram gerados 27,1 mil empregos formais ao longo de 2023, com destaque para a indústria, comércio, serviços e agropecuária. O resultado reforça o papel de Mato Grosso do Sul como polo de investimentos em cadeias produtivas de alto valor agregado, como bioenergia, florestas plantadas, proteína animal, logística e tecnologia.
O desempenho projeta o Estado como referência nacional em desenvolvimento sustentável, inovação e competitividade, consolidando o modelo adotado pelo governo para fortalecer a economia, ampliar oportunidades e promover crescimento de forma equilibrada em todo o território.
