O número de trabalhadores que atuam por meio de aplicativos no Brasil aumentou 25,4% entre 2022 e 2024, chegando a quase 1,7 milhão de pessoas. O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o estudo, 58% dos trabalhadores atuam no transporte de passageiros, enquanto 29,3% estão em serviços de entrega e 17,8% prestam serviços profissionais ou gerais. A pesquisa também mostra que os aplicativos de transporte particular, como motoristas de carros e motocicletas, representam a maior parcela desses trabalhadores.
Apesar do crescimento, a informalidade ainda é predominante: 71,1% dos trabalhadores por aplicativo atuam sem vínculo formal. A maior parte (86,1%) trabalha por conta própria, e apenas 3,2% têm carteira assinada.
O perfil traçado pelo IBGE revela que 83,9% dos trabalhadores são homens, principalmente entre 25 e 39 anos. Quanto à escolaridade, 59,3% têm ensino médio completo e superior incompleto, e 16,6% possuem ensino superior.
A concentração regional também é marcante: o Sudeste reúne mais da metade dos profissionais (53,7%), seguido pelo Nordeste (17,7%), Sul (12,1%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7,5%).
O IBGE aponta que a expansão dessa forma de trabalho se deve, entre outros fatores, à flexibilidade de horários e à possibilidade de complementação de renda. No entanto, o levantamento também reforça o desafio da regulamentação, que está em debate no Supremo Tribunal Federal (STF). A votação sobre o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas digitais está prevista para o início de novembro.
Com informações de Agência Brasil.
