O café segue pesando no bolso do consumidor brasileiro. Em 2024, o grão acumulou alta de quase 40%, conquistou o título de “vilão da inflação” e alcançou o maior preço da história, contribuindo para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechasse acima do teto da meta. Para 2025, a expectativa não é animadora, com novos reajustes previstos já nos primeiros três meses do ano.
Associações que representam os produtores de café já alertaram que a colheita deste ano deve ser fraca devido às secas que atingiram as principais regiões produtoras em 2024, o que impactará ainda mais os preços.
Em Três Lagoas, o aumento no preço do café já pode ser sentido pelos consumidores. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo PROCON em junho de 2024, o produto tinha um valor médio de R$ 15,98 na cidade. Agora, após uma breve análise feita nos mercados locais, o preço já pode ser encontrado em torno de R$ 27,98 — um aumento superior a 50%.
Na próxima semana, o PROCON-TL divulgará uma nova pesquisa sobre os preços da cesta básica, incluindo a atualização do valor do café nos supermercados da região.
Fatores que impulsionam a alta
Além da queda na produção brasileira, outros fatores contribuem para o aumento do preço do café, como o crescimento do consumo global. Na China, por exemplo, a demanda mais do que dobrou nos últimos 10 anos. Atualmente, o café é a segunda commodity mais negociada em volume no mundo, atrás apenas do petróleo.
Outro agravante é que o Vietnã, um dos principais produtores globais ao lado do Brasil, também sofre com problemas climáticos e redução na colheita. Eventos climáticos extremos têm impactado as lavouras e reduzido a oferta do grão no mercado internacional, pressionando ainda mais os preços.
