O Senado aprovou, nesta semana, a Medida Provisória que concede um reajuste de 9% no soldo dos militares das Forças Armadas, beneficiando aproximadamente 740 mil militares da ativa, da reserva, e pensionistas.
A medida prevê a aplicação do reajuste em duas parcelas de 4,5% cada: a primeira, com pagamento retroativo a abril deste ano, e a segunda, a vigorar a partir de janeiro do próximo ano.
O impacto orçamentário estimado pelo governo é de R$ 3 bilhões em 2023 e alcançará R$ 5,3 bilhões em 2026. A revisão do soldo ao menor nível da tabela salarial, que abrange categorias como marinheiro-recruta e soldado de segunda classe, elevará os vencimentos de R$ 1.078 para R$ 1.177 até janeiro. Já o topo da carreira, envolvendo cargos como almirante de esquadra e general de Exército, verá o soldo subir de R$ 13.471 para R$ 14.711.
O próximo passo é a promulgação do texto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que formalizará o reajuste. O ajuste salarial ocorre em um contexto de busca por equilíbrio entre valorização dos profissionais das Forças Armadas e a gestão das contas públicas.
