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Suzano mantém estratégia firme e segue com produção total

Estamos a plena capacidade”, afirmou Marcos Assumpção, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Suzano, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Da Redação Hojemais 
07/07/25 às 10h54
Valor Econômico

Apesar da desvalorização de mais de 14% do real desde o início do ano e da queda acentuada nos preços internacionais da celulose, a Suzano, maior produtora global de celulose de eucalipto (fibra curta), afirmou que não pretende reduzir sua capacidade de produção no curto prazo. A companhia segue operando em ritmo máximo, mesmo diante do cenário desafiador no câmbio e no mercado internacional.

“Estamos constantemente analisando a rentabilidade da nossa produção marginal. Hoje, com os níveis de preço e câmbio que temos visto, ainda não fez sentido para a companhia reduzir volume. Estamos a plena capacidade”, afirmou Marcos Assumpção, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Suzano, em entrevista ao jornal Valor Econômico .

Segundo Assumpção, embora a taxa de câmbio esteja elevada — com o dólar girando em torno de R$ 5,40 —, esse patamar ainda não compromete a competitividade da empresa. Já no que diz respeito ao preço da celulose, o executivo demonstrou mais cautela, mas acredita que há pouco espaço para quedas adicionais. “Essa combinação obviamente não é a mais desejada, mas não é ruim para a companhia”, avaliou.

Em maio, os preços da celulose de fibra curta (BHKP) recuaram mais de US$ 70 na China, de acordo com o índice Foex, da Fastmarkets, praticamente anulando os ganhos acumulados pela empresa naquele mercado. Atualmente, o preço da tonelada de BHKP no país asiático gira em torno de US$ 505. Na Europa e na América do Norte, os recuos também foram sentidos, mas de forma mais moderada.

Ainda assim, a empresa relata que os volumes de pedidos começaram a se normalizar em maio. “Tivemos níveis normais de pedidos, até um pouco mais fortes, e junho continua com fluxo normal de compras. Continuamos produzindo e vendendo a nossa capacidade”, destacou Assumpção. A expectativa da Suzano é de que os preços se mantenham estáveis ao longo do terceiro trimestre, com possibilidade de recuperação no final do ano, impulsionados pela sazonalidade da demanda.

Desde então, a companhia não implementou novos aumentos de preços. “O que geralmente acontece que faz o mercado mudar são esses movimentos do lado da oferta”, explicou o executivo. Ele mencionou como fatores de impacto uma maior procura por celulose de mercado por parte dos produtores integrados da China e eventuais fechamentos de fábricas na Europa.

A Suzano também segue influenciando diretamente a dinâmica global do setor com a operação plena do Projeto Cerrado. A nova fábrica, localizada em Ribas do Rio Pardo (MS), tem capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano e está operando em sua totalidade desde dezembro de 2024. Com isso, a capacidade total da companhia subiu de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais — um salto de 20% na oferta da empresa.

Apesar dos desafios, a Suzano reforça sua posição estratégica no setor e mantém a produção sem cortes, apostando na retomada gradual da demanda e na estabilidade futura do mercado.

As informações são do Valor Econômico.

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