A disputa das Eleições 2026 ganhou um capítulo, no mínimo, inusitado fora dos palanques. Lojas de lingerie e sex shops estão aproveitando a repercussão dos nomes dos candidatos à Presidência para divulgar calcinhas personalizadas com nomes de políticos , entre eles Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) .
A brincadeira comercial começou a ganhar força nas redes sociais e rapidamente se transformou em estratégia de marketing, rendendo milhares de comentários, compartilhamentos e visualizações.
Empresas de diferentes regiões do país aderiram à ideia. Em Pinheiro, no Maranhão, a Pinheiro Sex Shop colocou à venda uma calcinha fio dental personalizada. A peça custa R$ 25, e a personalização tem acréscimo de R$ 5 por letra.
Já em Campina Grande, na Paraíba, a Charmosa Lingerie entrou na onda e publicou modelos trazendo os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro . Até o escritor Augusto Cury apareceu entre as opções utilizadas pela empresa para chamar a atenção do público.
Segundo a proprietária da loja paraibana, Emily Kelly Matias, a estratégia deu resultado: um dos vídeos publicados nas redes sociais ultrapassou a marca de 1 milhão de visualizações .
Política vira estratégia de marketing
Apesar da presença dos nomes de candidatos à Presidência nas peças, os comerciantes afirmam que a iniciativa não representa apoio político.
Marcos Soares, da Pinheiro Sex Shop, explicou que utilizar nomes conhecidos da política brasileira foi uma maneira de despertar curiosidade e aumentar a visibilidade da empresa nas redes sociais.
A repercussão acabou superando as expectativas e chegou a consumidores de outras cidades e regiões. Houve inclusive encomendas das peças com nomes de políticos, embora a proposta principal da personalização continue sendo utilizar nomes de parceiros ou frases escolhidas pelos clientes.
Na Charmosa Lingerie, a estratégia foi semelhante. A empresa decidiu aproveitar um dos assuntos de maior repercussão no país para apresentar ao público as possibilidades de personalização de suas peças.
A proprietária explicou que política naturalmente provoca identificação, opiniões e discussões, características que ajudaram o conteúdo a alcançar um público maior.
Na loja de Campina Grande, a calcinha tradicional também custa R$ 25, mas cada letra adicionada na personalização representa um acréscimo de R$ 3.
Eleições rendem comentários bem-humorados
Nas redes sociais, a mistura entre política, eleições e lingerie provocou uma enxurrada de reações bem-humoradas.
Internautas passaram a comentar suas preferências, brincar com as cores das peças e até relacionar a novidade ao clima da disputa presidencial deste ano.
O sucesso mostra como temas políticos podem ultrapassar o ambiente tradicional das campanhas e chegar ao comércio de maneira inesperada. No caso das lojas que apostaram nas peças personalizadas, a estratégia conseguiu exatamente o resultado pretendido: chamar atenção, gerar engajamento e transformar a curiosidade das Eleições 2026 em divulgação para os negócios.
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