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Após denúncia MPT inclui, como alvo de investigações, o Sitricom

O MPT - Ministério Público do Trabalho - instaurou um procedimento investigatório para apurar uma denúncia de irregularidades financeiras e abuso de prerrogativas sindicais pelo presidente e diretoria do Sintricom - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Imobiliário, Cerâmica e Montagem - de Três Lagoas.

Hojemais de Três Lagoas - Da Redação
02/09/18 às 16h28
(Arquivo Hojemais)

O MPT - Ministério Público do Trabalho - instaurou um procedimento investigatório para apurar uma denúncia de irregularidades financeiras e abuso de prerrogativas sindicais pelo presidente e diretoria do Sintricom - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Imobiliário, Cerâmica e Montagem - de Três Lagoas.

Segundo o MPT, o procedimento, que está protegido sob sigilo, encontra-se em fase de instrução - com coleta de depoimentos e requisição de documentos.

Em nota, o Ministério Público do Trabalho informou que, a defesa da liberdade sindical está entre as atribuições prioritárias do órgão que, por meio da atuação judicial e extrajudicial, busca conscientizar a sociedade da importância da união e participação pacífica dos trabalhadores em atos coletivos para proteção de seus direitos.

O presidente do Sintricom - Adenísio Santos Sales - em entrevista ao Hojemais, disse que a denúncia não procede e acredita que, o que está acontecendo, são pessoas querendo manchar a imagem do sindicato. 

“Eu fui convidado para fazer parte do Sintricom para ajudar a reerguer o sindicato que estava com dificuldades; disputei eleição com mais duas chapas e ganhei. Desde então, sempre fizemos prestações das contas; porém, tivemos de enxugar o número de funcionários para conseguir quitar débitos e outras situações de pendências de gestões anteriores que estão na Justiça” - disse Sales. 

Ao ser questionado sobre o uso do cartão corporativo para pagar a CNH - Carteira Nacional de Habilitação - de um familiar, o presidente se defendeu:

“É um absurdo esse tipo de acusação; essa habilitação, de que estão falando, não foi paga com cartão do sindicato; podem ir lá ver na autoescola. Dividi em 10 vezes, para minha esposa; não tem nada pago com dinheiro ou cartão do sindicato” - falou. 

Adenísio comentou que até o momento não foi intimado para prestar esclarecimentos perante a Justiça.

“Para a pessoa falar, ela vai ter de provar esse tipo de acusação. A diretoria do Sintricom e eu, como presidente, estamos sendo vítimas desses comentários por questões politicas e demissões; mas, a nossa consciência está limpa; o sindicato trabalha para o trabalhador e está com a prestação de contas em dia” - concluiu Sales. 

Em 2014, policiais civis da 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil) desarticularam uma quadrilha que atuava dentro do Sintricom, na gestão do antigo presidente - Gilson Brito Frazão. Durante a realização da “Operação Ata”, o ex-secretário geral Luiz Carlos de Barros Salles foi preso. Gilson conseguiu fugir. 

O caso veio à tona em dezembro de 2013 e, desde março de 2014, a Polícia Civil investiga o caso. Segundo o delegado, aproximadamente R$ 150.000,00 foram retirados indevidamente da conta do sindicato, por Gilson e outros membros da antiga diretoria, os quais foram afastados por determinação do Juízo da Vara Trabalhista de Três Lagoas.

Gilson Frazão emitia cheques do Sintricom - que eram trocados na boca do caixa, em agências bancárias; para justificar os gastos, obtinha notas fiscais frias, que eram apresentadas no Sindicato. 

O antigo presidente chegou a adquirir duas motocicletas em nomes de terceiros - uma delas, em nome de sua sogra e, outra, em nome de F. C. S. C - somando um valor de R$ 39.580,00.

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