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Caso Nelson Yuri: júri dos acusados é marcado para janeiro de 2021

Em razão da situação de pandemia do vírus COVID-19, os acusados que permanecem presos serão interrogados e acompanharão o julgamento por videoconferência

Redação  - Hojemais Três Lagoas
07/11/20 às 13h32

Após completar dois anos, o julgamento do caso que, chocou os moradores de Três Lagoas, e virou notícia em grandes veículos de comunicação do Estado de Mato Grosso Sul, finalmente foi marcado para o dia 27 de janeiro de 2021. A sessão será realizada às 13 horas na sala do Tribunal do Júri na Comarca de Três Lagoas. 


Em razão da situação de pandemia do vírus COVID-19 e as expressas previsões do Provimento nº 184/2018 e Resolução nº 105/2020 do CNJ, os acusados que permanecem presos serão interrogados e acompanharão o julgamento por videoconferência. 

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Vítor Hugo Guedes Cevada e Luiz Manoel dos Santos Lauris porque no dia 30 de julho de 2018 na Rua José da Silva, nº 2349, no Bairro Vila Haro, teriam matado Nelson Yuri Correia de Oliveira e ocultado o seu cadáver.

Segundo a denúncia, os acusados, após uma desavença inicial entre Nelson e Luiz Manoel, espancaram a vítima até à morte e, em seguida, ocultaram o corpo do Nelson, enterrando-o nos fundos da casa onde aconteceu o delito e, inclusive, cobriram o local com cimento. 

A denúncia foi recebida na 1ª Vara Criminal no dia 02 de setembro de 2018, os réus foram citados e apresentaram respostas à acusação. Na fase de instrução processual foram ouvidas as testemunhas arroladas pelas partes e interrogados os réus. 

Vítor Hugo e Luiz Manoel foram pronunciados como incursos nas sanções do art. 121, §2º,inc. II, e art. 211 ambos do Código Penal, para serem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. 


ENCONTRANDO O CORPO


Após cinco dias desaparecido, a família de Nelson Yuri Correa de Oliveira na época com  17 anos - procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar o sumiço do adolescente. Enquanto conversava com o delegado, Roberto Guimarães, na tarde de quinta-feira, dia 2 agosto, a mãe do rapaz relatou que estava preocupada com o filho, porque tinha visto a foto da bicicleta de Nelson publicada em um site de notícias. Neste momento, chegou à delegacia Luís Manoel dos Santos Lauris para retirar uma bicicleta que havia sido apreendida na segunda-feira, dia 30 de agosto.

De acordo com o delegado, quando o rapaz viu a família de Nelson, ficou bastante nervoso. Foi neste instante que a autoridade policial desconfiou da atitude dele e o manteve na delegacia.

O delegado Roberto questionou tanto o nervosismo, quanto o paradeiro de Nelson. Por um tempo, Luiz dizia não saber de nada, mas, acabou confessando que ele e um amigo haviam matado o rapaz, enterrado o corpo e concretado no quintal de uma casa, localizada na Vila Haro.


MOTIVAÇÃO

 

Luiz disse ao delegado que, após uma discussão, entrou em luta corporal com Nelson. O amigo, Victor que também estava na residência, golpeou a cabeça do adolescente com uma tábua de madeira que o fez ficar inconsciente.

Ainda no depoimento a polícia, o acusado disse que, na tentativa de esconder o corpo, cavaram um buraco no quintal e enterraram o corpo. Com o objetivo de não serem descobertos, concretaram o local, como se fosse à extensão da calçada.

No local indicado, uma equipe do Corpo de Bombeiros fez a escavação, localizou e retirou o corpo de Nelson, que foi encaminhado para o IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

A casa onde o corpo foi enterrado havia sido alugada meses antes. A polícia acredita que a intenção era utilizá-la para esconder objetos furtados. O local precisou ser isolado no momento que os suspeitos foram levados para a viatura. Populares estavam revoltados com o crime.


PERDÃO A MÃE


Após serem presos e ouvidos, os acusados foram apresentados à imprensa e falaram sobre o crime. Victor disse que, no dia do crime, tinha usado substância entorpecente e pediu perdão à mãe da vítima. Ele afirmou que cometeu o crime porque estava sendo ameaçado.

Se condenados, podem receber pena de mais de 20 anos de prisão por assassinato e ocultação de cadáver. A pena poderá ser agravada se o laudo pericial confirmar que Nelson foi enterrado vivo.

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