Com o início do Covid 19 muitos meios de produção pararam, com isso, veio o desemprego. A história que vamos contar hoje é sobre isso: Leandro Marcos da Silva Nascido é um três-lagoense de 34 anos, trabalhou na indústria por quase 15 anos quando, devido a pandemia, foi demitido.
Isso não foi motivo para ele desanimar, então ele se reinventou, sem preconceitos, “ desde adolescente buscou o ‘meu lugar ao sol’”, contou.
Quem é Leandro?
Durante a adolescência, Leandro passou pela Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), onde aprendeu a jogar xadrez, o que gosta de fazer até hoje. Fez parte do Agente Jovem, lá teve aulas de cidadania, entre outras aulas e, com o valor recebido da bolsa de estudo ajudava em casa.
“Desde cedo tive essa visão de ajudar dentro de casa. Sempre tive foco”, destacou.
Aos 9 anos começou a frequentar a igreja, e influenciou todos os amigos e a turma do bairro. Na igreja começou a ensaiar peças teatrais, a arte era um dos seus grandes interesses. Mais tarde, essa paixão pela arte levou-o ao Grupo de Teatro Identidade, onde fez aulas, peças de teatro, contação de histórias, atuou no cinema - no filme de Cadú Modesto -, fez campanhas publicitárias contra o câncer e contra a violência doméstica. Nesse tempo, teve a oportunidade de participar da primeira oficina em Três Lagoas dos Doutores Mais palhaços, que ‘atendem’ nos Hospitais, desse grupo ele faz parte até hoje.
Se reinventando
Enquanto estava desempregado, a arte ajudou no sustento. Mas não era o suficiente, principalmente em época de pandemia e isolamento social. Então, ele começou a fazer bolos para vender, fazia faxinas, carpia quintal e cuidava de jardins. “Sempre tive o apoio das pessoas, amigos e clientes satisfeitos. Nunca tive nenhum preconceito quanta a isso. Mas muita gente tem esse preconceito na cabeça, que faxina é coisa de mulher. Mas eu nunca esperei nada cair do céu, então eu sempre me virei e me reinventei”, confidenciou.
Mesmo na adolescência ele já tinha essa vontade de ter a próprias coisas, e fazer faxina para conseguir o que almejava começou aí.
“A dica que posso dar para quem está passando pelo desemprego é: você precisa se reinventar, se redescobrir e nunca desistir. Ter foco e aproveitar, aproveitar até mesmo as palavras. Por exemplo a palavra Crise, tire o S e CRIE. Tem que ir à luta e não deixar a peteca cair, não desanimar nunca. Às vezes as pessoas perdem o trabalho, e ficam desanimadas por conta do salário e das contas que estão cada vez mais caras. Ou mesmo desanimam por não terem oportunidade de crescimento na empresa que estão. Tem que se reinventar, dar a cara a tapa, pois quem não arrisca não petisca, tem que encarar e ir em frente, sem medo, mas com o pé no chão”, aconselhou.
Outra dica de Leandro é ser rodeados por amigos de verdades, pessoas que te inspiram, que te coloque para cima, que te dê conselhos, “eu sou muito abençoado nisso, tenho amigos que sempre apoiaram as coisas que faço”
Dentre tantos outros ensinamentos, ele nos deixa mais um: “Ninguém nasce sabendo, tivemos que aprender a falar a andar, quando aprendemos a andar ficávamos balançando, levantava e caia, dava dois passos e caia, até aprendermos a correr e pular de um pé só: assim é a vida. Às vezes estamos em uma zona de conforto e não nos imaginamos fazer outra coisa, se não aquilo que já fazemos. Olha a minha história, apesar de sempre gostar de cozinhar nunca imaginei trabalhar com isso, pois sempre fui da indústria, mas hoje me recoloquei no mercado de trabalho no ramo alimentício, tudo através da minha paixão na cozinha”, finalizou.