O prazo para as convenções que definirão os candidatos e coligações para as eleições de 2 de outubro se aproxima (vai de 20 de julho a 5 de agosto) e até agora ainda há uma grande indefinição sobre o grupo – ou os grupos – que enfrentará Angelo Guerreiro (PSDB) na disputa pela prefeitura de Três Lagoas. O tucano conta com apoio dos seguintes partidos: PR, PTdoB, PRB, PPL, PP, PMN, PRP, PSC, DEM.
O nome mais provável para fazer frente à Guerreiro é o de Jorge Martinho (PSD) que, provavelmente, no início da semana que vem lança sua pré-candidatura. Ele disse que só fará o ato quando estiver com as alianças totalmente firmadas, sem risco de algum partido recuar. A expectativa é montar uma coalização com, no mínimo, dez partidos. Seu parceiro de chapa será o fiscal de renda Fabrício Venturoli (Pros), o candidato à vice. Em reunião na quinta-feira (7), o diretório do Pros bateu o martelo em torno desta aliança e não deve recuar mais.
Neste fim de semana Martinho tem agenda com uma nova frente que surgiu, também na noite de quinta-feira. Trata-se do “Bloco da Fidelidade”, que reúne partidos que faziam parte do chamado ‘blocão’, que apoiaria Rógerson Rímoli (PDT) para prefeito, mas que acabou sendo desfeito por conta de lideres que decidiram apoiar Martinho. Inclusive, Marcos Bocato, presidente do PCdob diz que o nome do bloco se deve à fidelidade que os partidos mantém à Rímoli. A primeira reunião contou os presidentes do PTN, PEN, PSL, PV e PCdoB, além do próprio Rímoli.
A novidade nesta reunião ficou por conta da presença do presidente do PEN, Odirley Araújo, que em várias ocasiões anunciou compromisso firmado com o PTB, em torno da pré-candidatura do vereador Idevaldo Claudino à prefeitura. O PTN entraria com a vice, Kelly Ellen.
Para o caso desse bloco recém-criado apoiar Martinho, é possível que ele até ultrapasse a sua meta de dez partidos. É que atualmente o vereador já teria apoio das seguintes siglas: PSD, PDT, PPS, PROS e REDE. Ele estaria dialogando também com o PSB e a presidente do PT, Cristiane Lopes, disse que a tendência é apoiar a dupla Martinho/Fabrício.
Não está descartada também a abertura de diálogo com Guerreiro. “Mas não vamos bater na porta dele”, avisa Marcos Bocato, presidente e do PCdoB, deixando claro que o convite tem que partir do tucano.
BLOCO DA FIDELIDADE
De acordo com Marcos Bocato, o nome Bloco da Fidelidade se deve à lealdade a Rógerson Rímoli. Segundo ele, Rógerson estava com um grupo de forte e unido e que o projeto que está sendo construído, visa resgatar a pré-candidatura do pedetista à prefeitura. “O Rímoli não estava abandonado não; fomos pegos de surpresa [com o rompimento em torno do nome do advogado por parte de alguns presidentes de partidos]”, afirma.
Entre os fatores que pesavam favoravelmente em favor da candidatura de Rímoli, Bocato destaca o tempo de televisão que seria conseguido devido à representatividade de aproximadamente 30 deputados federais. “Agora temos que procurar outro caminho”, lamenta.
Além de influenciar na escolha de um candidato majoritário, no momento, o bloco está visando às eleições proporcionais. Segundo ele, os cinco partidos devem lançar uma chapa completa para vereador com 35 candidatos, podendo também lançar o seu próprio candidato a prefeito.