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Além de elefante branco, André deixa meio bilhão em obras inacabadas em MS

Se não bastasse, André também orientou os seus assessorados a transmitir ao sucessor informações incompletas a respeito das secretarias durante o período de transição de governo,

Conjuntura Online
14/01/15 às 17h42

Além do Aquário do Pantanal, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) deixou meio bilhão em obras inacabadas para o seu sucessor, Reinaldo Azambuja (PSDB), se virar mesmo herdando o cofre do Tesouro Estado quase que zerado. 

Somente com a obra emblemática do Aquário do Pantanal, o ex-governador gastou mais de R$ 200 milhões, valores considerados superiores aos R$ 85 milhões previstos para a conclusão do investimento milionário. Ao entregar o cargo, André garantiu que o valor da obra ficou em R$ 170,5 milhões, o que não corresponde a verdade, conforme Reinaldo Azambuja. 

Antes de transmitir o cargo, o peemedebista autorizou várias obras no interior do Estado, como hospitais em Dourados e Três Lagoas, na tentativa de inviabilizar o primeiro ano de governo de Reinaldo Azambuja. Ele também deixou de repassar o duodécimo da Assembleia Legislativa, prejudicando os servidores da Casa que ficaram sem receber o salário de dezembro. 

Os servidores do Poder Legislativo só receberam seus vencimentos agora em janeiro depois que Reinaldo liberou os recursos. 

Durante visita ontem a Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), Reinaldo revelou que terá que arcar com uma despesa de mais de R$ 507 milhões para concluir obras iniciadas e não acabadas, sem que tenha sido reservado recurso financeiro pela gestão anterior. 

De acordo com a imprensa oficial do governo, o montante foi calculado pela equipe técnica da secretaria, que trabalha na elaboração de um relatório detalhado de todos os contratos de obras de construções e reformas espalhadas pelo Estado. Depois de pronto, o documento será entregue para análise do governador.

Reinaldo explicou que atividades de alguns canteiros de obras públicas terão que ser paralisadas, uma vez que não é possível assumir responsabilidades com fornecedores e construtores. Ele ainda classificou a situação como preocupante.

“Nós não temos R$ 500 milhões na fonte para concluir essas construções. Vamos ter que elencar aquilo que a gente para e dizer o porquê para. Não podemos ser inconsequentes de mandar continuar e não ter disponibilidade financeira”, argumentou o governador.

O governador ainda lembrou que seu antecessor prometeu deixar dinheiro em caixa para terminar as obras iniciadas na antiga gestão. No entanto, verbas não foram empenhadas e a atual gestão terá que escolher, de acordo com as necessidades da população, os empreendimentos que terão prioridade.

Segundo informações da Seinfra, o relatório com todas as especificações das obras de reformas e construções do Estado será finalizado e entregue ao governador até o próximo fim de semana. Ao todo, o saldo a executar de todos os contratos de obras do Estado é de R$ 507.660.526,09.

Se não bastasse, André também orientou os seus assessorados a transmitir ao sucessor informações incompletas a respeito das secretarias durante o período de transição de governo, estratégia que está sendo desmistificada a cada dia que passa, após os levantamentos que estão sendo feitos em cada setor do atual governo.  

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