Carlos Alberto Teorodo de Souza, foi exonerado do cargo de assessor parlamentar que ocupava no gabinete do Vereador André Bittencourt (PSDB). A decisão foi publicada no diário oficial dos municípios, na edição desta terça-feira (2).
O homem foi apontado como possível autor de um furto de óleo ocorrido em um restaurante na Avenida Rosário Congro, o caso foi registrado pela Polícia e as informações constam no boletim de ocorrência 398/2019, registrado em 27 de fevereiro.
Entenda o caso
No final da tarde de 27 de fevereiro, uma dupla chegou ao restaurante, localizado na Avenida Rosário Congro, e informaram que foram retirar o óleo. Uma das funcionárias teria apontado o local onde os produtos estavam e depois que os galões estavam na carroceria do veículo o proprietário se deu conta de que os rapazes não eram representantes da empresa Papa óleo, com quem tem parceria firmada.
O empresário pediu que a dupla devolvesse o produto, mas o motorista fugiu com o carro e outro rapaz saiu correndo a pé. A Polícia identificou a dupla, encontrou o local para onde os produtos foram levados e indiciou os possíveis envolvidos, sendo um deles o assessor Carlos Alberto.
Em entrevista ao Hojemais, Carlos disse que não estava em Três Lagoas na data do crime, que nunca deu ordem para os funcionários da empresa pegarem os galões em outras empresas e que estes teriam agido de má fé.
Dois dias depois um áudio vazou nas redes sociais, a voz era semelhante à do assessor e supostamente teria sido enviada por Carlos, no arquivo havia uma ordem para que os funcionários da empresa fizessem um “arrastão” na cidade, coletassem todos os galões de óleo e deixassem o pessoal do papa óleo sem galões.
Glauber Ferreira Soares, 20 anos, um dos funcionários da empresa Reciclando o Planeta, contou em entrevista exclusiva, que diferente da declaração de Carlos Alberto, recebeu ordens para realizar um “arrastão” na cidade e retirar galões de óleo de todas as empresas do município, independente se tinham ou não contrato com a empresa.
Carlinhos ainda foi denunciado por utilizar o e-mail da Câmara municipal para realizar tratativas relacionadas à “Reciclando o Planeta” - inclusive papéis, com o timbre da casa de leis, eram utilizados para listar os restaurantes que optaram em não destinarem o óleo usado para a empresa.