Em reunião na tarde de ontem (6), na sede da Associação Comercial e Empresarial, foi anunciada a formação de um bloco de partidos que tem como principal objetivo disputar a prefeitura de Três Lagoas. A criação deste novo bloco está sendo articulada pelo presidente local do PMDB, deputado estadual Eduardo Rocha, e já conta com o apoio de oito vereadores e quatro partidos políticos, com a expectativa de receber nova adesões.
Além do PMDB, Rocha diz que o PSB, o PPS e o PEN já firmaram compromisso com o grupo e que as conversas já estão bastante adiantadas como PDT, que deverá anunciar a decisão apenas na semana que vem, da mesma forma que com o Pros. Além disso, pretende conversar ainda com o DEM e com o PRB.
O nome a encabeçar a chapa majoritária, segundo Rocha, inicialmente, será escolhido a partir de uma lista tríplice, composta por Cícero de Souza e Gilmar Tosta, do PSB, e Atílio D´agosto (PPS). Mas há possibilidade de esta lista ser ampliada sendo incluído Fabrício Venturoli (PROS) e Rogerson Rímoli (PDT). O PMDB, conforme já havia sido amplamente divulgado pelo deputado, não indicará nenhum nome. “Nem a prefeito e nem a vice”, assegura.
Ainda segundo Rocha, ele decidiu se empenhar na formação deste bloco, a partir da última entrevista do deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB), também pré-candidato a prefeito, em que afirmou que não aceitará o PMDB goela abaixo. “Isto nos afastou completamente dele [do Guerreiro], pois eu nunca pedi para ir junto com ele”, afirmou, revelando que quem teria o convidado para conversar com o colega de Assembleia, foi o governador Reinaldo Azambuja. “Mas agora não tem conversa de jeito nenhum”, declarou, antecipando também que, da parte do PMDB, não tem o menor interesse em diálogo com também com o vereador Jorge Martinho (PSD), outro candidato a prefeito.
NOME PREPARADO
Sobre o suposto favoritismo do candidato tucano na disputa pela prefeitura, Eduardo reconhece que ela tem levado certa vantagem perante os demais por já estar com a candidatura posta há algum tempo, mas lembra que nas eleições passadas Guerreiro tinha 65%, contra 20% de Márcia Moura na disputa pela prefeitura de Três Lagoas, e que Delcídio computava mais de 60% enquanto que o governador Reinaldo Azambuja apenas 8%. Em resumo, ele poderá: “o eleitor é que vai decidir”.
Mesmo reconhecendo que Guerreiro é um candidato forte, diz que é possível fazer frente e que para tanto, basta encontrar um candidato preparado, com responsabilidade, com uma estrutura mínima e que caia na graça do povo