A Câmara dos Deputados deve pautar, nesta semana, projetos que buscam combater e restringir conteúdos digitais que promovem a chamada “adultização” de crianças e adolescentes. O objetivo é restringir conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada e responsabilizar plataformas digitais que permitam ou monetizem esse tipo de material.
A medida ganhou força após a repercussão das denúncias feitas pelo influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que vem expondo perfis com milhões de seguidores que utilizam crianças em vídeos com pouca roupa, dançando músicas sensuais.
A prática, segundo especialistas, caracteriza a exposição precoce de crianças a comportamentos e expectativas próprias da vida adulta, favorecendo a erotização e podendo prejudicar o desenvolvimento emocional e psicológico. Além disso, o uso dessas imagens em plataformas digitais levanta preocupações sobre segurança, exploração e possíveis riscos de abuso.
O movimento em defesa da pauta ganhou força nas redes sociais e alcançou repercussão no meio político, incentivando a tramitação de propostas que preveem mecanismos para limitar o alcance de conteúdos nocivos, punir responsáveis e responsabilizar plataformas digitais.
Organizações como o Instituto Alana reforçam que a proteção da infância no ambiente virtual exige regulamentações específicas, considerando que as redes sociais possuem capacidade tecnológica para identificar e remover conteúdos que violem direitos das crianças e adolescentes. A expectativa é que a votação abra caminho para leis mais rígidas no combate à exploração infantil online.
Com informações de Agência Brasil.
