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Escola sem partido divide opiniões na Câmara de Três Lagoas

Projeto foi proposto pelo vereador Reneé Venâncio e considerado inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça da casa de leis

Ana Carolina Kozara  - Hojemais Três Lagoas
23/04/19 às 20h00

O projeto de implantação do Escola Sem Partido em Três Lagoas levado à Câmara pelo vereador Reneé Venâncio (PSD) nesta terça-feira (23) criou um clima de discórdia no plenário durante a sessão e depois de ser julgado inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça da casa de leis, o autor do projeto decidiu retirar, momentaneamente, de pauta.

O escola sem partido é uma das principais bandeiras do Presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL), as discussões acontecem desde o ano passado na Câmara dos Deputados Federais e se aprovada segue para a análise do Senado e posteriormente para a sansão do presidente.

A proposta divide opiniões, por um lado há quem defenda o projeto por entender que existem temas que não devem ser tratados em sala de aula, para outros se trata de um mecanismo de censura implantado nas escolas para impedir que os alunos aprendam a pensar.

Em entrevista ao Hojemais, o vereador Reneé Venâncio disse que em Três Lagoas existem casos de alunos que foram constrangidos por professores militantes, inclusive sendo vítimas de bullying e perseguição de professores, sendo prejudicados nas notas por não comungar das ideias de esquerda.

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Maria Laura, presidente do Sinted

O projeto versa por uma escola em que nenhum professor poderia constranger alunos para apoiar determinada ideologia, quer ela seja de direita ou te esquerda. Renee disse que retirou o projeto de pauta, mas que serão realizadas as alterações necessárias para que em outra ocasião seja apresentada na casa de leis.

De acordo com a presidente do Sinted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), Maria Laura, o projeto é inconstitucional, vai contra a liberdade cátedra e contra a própria constituição federal, a lei máxima brasileira e a partir do momento que um projeto é aprovado e fere a constituição, ele fere também a democracia,

Maria Laura pontuou que a escola é um lugar plural, onde existe a imensidão de ideias que são transmitidas pelo professor aos seus alunos. A Presidente do Sinted afirmou que não existe doutrinação partidária, não há ideologia de gênero, o que existe são escolas desestruturadas, professores mal remunerados e uma desvalorização com o trabalhador da educação.

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