“Durante o período eleitoral, me via mais cuidando da parte jurídica junto ao TRE e TSE e Cartório Eleitoral [que fazendo campanha]”, disse o candidato a prefeito Idevaldo Claudino (PTB), para justificar, em parte, a sua baixa votação: 2.709, ou 5,33% dos votos válidos. Segundo o vereador, a população ficou em dúvida se ele era realmente candidato a prefeito e até mesmo os candidatos a vereadores pelo seu partido. “Ouvi muito isso”, diz.
“Com certeza, a insegurança de estar aptos ou não, a mim e aos nossos vereadores nos prejudicou muito”, afirma. “Quanto aos indeferimentos, recorremos e o TSE deferiu e logo o MPE recorreu e nos deferiu em 26/09/16, à partir daí que realmente tivemos a certeza da aptidão, mas, pelo prazo em curso, e as outras campanhas nas ruas, os eleitores já tinham suas convicções formadas”, argumenta.
Questionado se não se arrependeu de não ter concorrido à reeleição para vereadores, ele disse que não, e que optou para sair como candidato a prefeito para dar uma opção de mudança. Sobre uma possível volta em 2020, respondeu: “vamos aguardar os acontecimentos”.
Com o fim de seu mandato, no dia 31 de dezembro, disse que vai “continuar no objetivo de buscar sempre a contribuição para o bem de Três Lagoas” e terminar o seu curso de Direito.
ENTENDA O CASO
Para alguém ser candidato a algum cargo eletivo, a legislação determina que o prazo de filiação partidária seja de, no mínimo, seis meses antes do processo eleitoral, porém o PTB manteve estatutariamente o prazo de um ano, apesar de ter emitido uma alteração em 2016, que não foi considerada pela Justiça Eleitoral. Isto fez com que, inicialmente, a candidatura de Idevaldo e alguns candidatos a vereador pelo seu partidos fosse indeferida. Outros municípios sul-mato-grossenses, e de todo o Brasil, também enfrentaram o problema.
No final, o TSE acabou autorizando todas as candidaturas do PTB.