Com o afunilamento das costuras políticas para as eleições deste ano, o que deve restar ao PMDB será participar apenas com chapa pura proporcional, sem atrelamento a nenhuma candidatura majoritária. Foi o que revelou o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB), presidente do partido, em entrevista ao Hojemais. Segundo ele, a probabilidade de o partido lançar um candidato a prefeito é de 0%, e que também não há nenhum prefeitável com quem o partido possa fazer aliança. “O Idevaldo tem o seu projeto pessoal, com o Guerreiro já está descartado e com o Jorge Martinho, nem pensar; não por ele, mas pelas pessoas que estão com ele”, esclarece. O deputado diz que ainda não sabe nem em que votará para prefeito.
Nesse sentido, tratará de cuidar dos candidatos a vereador, a quem dará liberdade para um apoiar a quem for mais conveniente. Rocha diz que lançará de 12 a 15 candidatos, o que deve decidir esta semana. Para tanto, ficará em Três Lagoas hoje e amanhã.
“Eu até poderia sair [para prefeito] só para ajudar os vereadores ou lançar o Joaquim do Nova Estrela ou o Ademir da Triaço, mas vou manter a linha de não lançar candidato”, reiterou. Apesar disto, disse que está conversando com o ‘bloco da fidelidade’, pois se considera fiel, já que não trai ninguém. Esse bloco nasceu em solidariedade a Rógerson Rímoli, que teria sido traindo por algumas lideranças, o que o levou a desistir da pré-candidatura a prefeito.
Ainda sobre o partido, garante que a prefeita Márcia Moura (PMDB) não apoiará nenhuma candidatura majoritária.
MÁGOA
Durante a entrevista, Rocha não escondeu o seu descontentamento com o que considerou a traição de alguns ex-peemedebistas, a quem diz ter ajudado e que agora estão falando mal do partido. “Tem muita gente a quem ajudei que me deixou magoado”, desabafa o deputado.
O Luiz Akira [vice-prefeito] é um cara que me magoou; não porque mudou de lado, mas porque está indo atrás de companheiro meu pedindo para mudar de partido e ameaçando que poderia ser exonerado [da prefeitura].
Por outro lado, elogia as atitudes de Vera Helena e Antonio Rialino, que deixaram o PMDB amistosamente e não falam mal do partido, bem como o vereador Marcus Bazé, que era aliado seu, mas optou por apoiar Angelo Guerreiro. Todos, visando articular a eleição de vereador.
FASE TEMPORÁRIA
“Mergulhamos, mas vamos por a cabeça pra fora lá na frente”, desabafa. “Ai vamos saber reconhecer os verdadeiros amigos”, desabafa o deputado. Ele admite que a fase atual do partido não é das melhores, mas afirma que há grandes expectativas de melhoras, principalmente, com Michel Temer na presidência. Além disso, destaca o fato de o partido no Estado ter dois senadores, deputados federais e o presidente da AL.
Apesar de a situação do partido não ser das mais favoráveis, diz que sua carreira política vai bem, tendo como principais redutos os municípios de Selvíria, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Costa Rica, Paraíso das águas, Costa Rica, Jateí, Vicentina e Santa Rita do Pardo, entre outros.
Sobre as críticas que o partido tem recebido e sobre as pessoas que não querem mais o PMDB, ele alfineta: “mas na época da Simone [Tebet] todo mundo queria queriam né”, e completa: “eu desafio qualquer partido que tenha feito a metade do que o PMDB fez e Três Lagoas”.