Nas conversas interceptadas, a prima de Marisa diz que a vereadora afastada era conhecida como 'defensora dos bandidos', por conta do apoio que dava às pessoas envolvidas com crimes.
Em escutas mais recentes, Marisa é mencionada com frequência em ligações com presos integrantes da facção, com os quem também tratava detalhes do tráfico de drogas.
De acordo com o desembargador relator do processo, Des. Luiz Gonzaga Mendes Marques, não se pode falar em ausência dos requisitos para a prisão cautelar ou de ausência de indícios de sua autoria.
“A autoridade apontada como coatora demonstrou que a paciente supostamente lideraria uma organização criminosa voltada à prática do tráfico de entorpecentes, advindo os indícios de autoria de diversas interceptações telefônicas em que os demais integrantes da facção criminosa mencionavam o seu envolvimento nessa atividade. Diante do exposto, com o parecer, denego a ordem de habeas corpus”, votou o relator.
