As recentes medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff podem frustrar a vinda de novas indústrias para Três Lagoas. É o que afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Luciano Dutra. Segundo ele, até o final do ano passado havia uma boa expectativa por parte dos empresários, “mas depois destas medidas acho que eles devem pisar no freio, aguardando a reação do mercado”, disse. Na opinião do secretário, pode haver até mesmo um adiamento na duplicação das fábricas da Fibria e da Eldorado, que estavam previstas para este ano.
De acordo com Luciano, até novembro do ano passado a secretaria estava em conversação com algumas indústrias interessadas em se instalar no município. “Apesar da recessão, ainda espero que estes empresários retornem depois do Carnaval”, afirmou o secretário, que disse também estar aguardando o retorno das atividades do Legislativo para votar os quatro pedidos de doação de áreas que estão pendentes. São empresas de pequeno e médio portes e de diferentes ramos de atividades.
Apesar chiadeira geral, tanto por parte de empresários que já se estabeleceram no município, quanto dos que ainda pretendem vir para cá, Luciano destaca o fato de que a cidade não parou de gerar empregos. “Além de não estarem havendo demissões, as indústrias não pararam de contratar, prova disto são os empregos disponibilizados pelo CIAT e os anúncios no rádio anunciando vagas”, disse.
DISTRITO INDUSTRIAL III
Atualmente a cidade conta com 57 indústrias nos distritos industriais I e II, bem como em outros locais da cidade, como a Cargill e a Sitrel. Também já está pronto o Distrito Industrial III, aguardando pelas indústrias misturadoras que deverão vir para Três Lagoas quando a fabrica de fertilizantes da Petrobras estiver pronta. Luciano acredita, inclusive, que a área será pequena para comportar o grande número de empresas que deverá acompanhar a Fafen.